Falha na documentação travou remoção durante toda a madrugada.

Quase um dia de espera transformou o luto em desespero para uma família de Cuiabá. O corpo de um homem de 38 anos, identificado como Kennedy Rodrigues, só foi retirado da residência onde morreu, no bairro Jonas Pinheiro I, após quase 22 horas de impasse.

A morte foi constatada por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) por volta das 16h de terça-feira (24.03), com indicação de causas naturais. A partir desse momento, no entanto, a família passou a enfrentar dificuldades para conseguir a liberação do corpo.

Durante toda a noite e madrugada, o corpo permaneceu dentro da casa, enquanto familiares tentavam acionar diferentes órgãos sem sucesso.

uma familiar, identificada como Rose, relatou a sequência de tentativas frustradas. “Moça, desde ontem… a gente liga pro Samu, liga pro bombeiro, liga pra polícia… o bombeiro veio, depois veio o Samu, não levaram o corpo. Os documentos que eles deu… deu não identificado, não colocaram o CPF, não colocaram nada”, relatou.

Segundo ela, a ausência de dados na declaração de óbito impediu o registro em cartório e travou todo o procedimento.

“Não tinha identificação, não tinha nome, não tinha CPF… não quiseram aceitar. Nós estamos desde ontem”, afirmou.

A situação só começou a avançar durante a madrugada, após a família conseguir contato com pessoas que acionaram autoridades.

“Ligaram para o delegado, e ele mandou a Politec vir aqui. Era três horas da manhã. Só colheram as impressões digitais dele”, contou.

Mesmo após a identificação, a liberação do corpo ainda demorou horas para ocorrer. A remoção só foi realizada por volta das 12h35 desta quarta-feira (25), encerrando um período de quase 22 horas de espera.

O que diz a Politec

Em nota a Politec informou que atua apenas mediante requisição policial ou judicial, especialmente em casos de morte violenta ou não natural.

Segundo o órgão, em situações de morte natural — como a apontada neste caso —, a responsabilidade pela remoção do corpo e realização de necropsia é do Serviço de Verificação de Óbito (SVO), vinculado à Secretaria Estadual de Saúde.

A Politec afirmou ainda que foi acionada apenas para realizar a identificação do corpo de Kennedy Rodrigues, procedimento que foi concluído, com posterior liberação para as providências cabíveis por parte do SVO.

Fonte : vgn