TJ concedeu decisão favorável ao vereador na última semana.
A presidente da Câmara de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), foi notificada da decisão da Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso que determinou o retorno do vereador Chico 2000 (PL) às atividades. O parlamentar estava afastado desde o fim de janeiro, quando foi alvo da Operação Gorjeta, por supostamente participar de um esquema de desvio de emendas parlamentares destinadas a realização de corridas de ruas na capital.
Com a notificação, o vereador está apto a frequentar as dependências do Legislativo e a participar normalmente das sessões ordinárias e reuniões das comissões permanentes da Câmara. Já o suplente Fellipe Côrrea (PL), que assumiu o mandato durante o afastamento, retorna a condição de suplente.
A expectativa é de que Chico 2000 já participe da sessão ordinária de terça-feira (7) e se manifeste sobre as acusações. Ele ainda não se pronunciou publicamente o caso desde seu afastamento.
Durante o período afastado, Chico 2000 recebeu normalmente seu salário. Foram mais de R$ 140 mil entre salário e verba indenizatória do primeiro mês de afastamento.
OPERAÇÃO GORJETA
Chico 2000 havia sido afastado do cargo no dia 27 de janeiro deste ano, pela segunda vez em menos de um ano, durante a Operação Gorjeta, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares. A apuração aponta prejuízo superior a R$ 600 mil aos cofres públicos.
Antes, em abril de 2025, ele também deixou o cargo no âmbito da Operação Perfídia, que apurou suspeitas de cobrança de propina relacionada a obras públicas. Na ocasião, ele retornou ao mandato em setembro do mesmo ano, também por decisão judicial.
Na investigação mais recente, além do vereador, são alvos servidores públicos, empresas, um instituto sem fins lucrativos e um empresário. Conforme as apurações, o grupo teria direcionado emendas a entidades específicas, com parte dos valores sendo devolvida ao parlamentar.
Apesar de o pedido de prisão ter sido feito, a Justiça determinou inicialmente apenas medidas cautelares, como o afastamento do cargo, proibição de contato com outros investigados, restrições de acesso a prédios públicos e entrega do passaporte, além do bloqueio de bens e valores.
Na última semana, contudo, a Quata Câmara Criminal decidiu pelo fim do afastamento com base na ausência de contemporaneidade, uma vez que foi exercida no mandato anterior.
Com a nova decisão do TJMT, Chico 2000 está autorizado a retomar o mandato na Câmara de Cuiabá. A defesa afirmou que continuará acompanhando o caso e que confia no esclarecimento dos fatos ao longo do processo.











