Lili Vasconcelos foi alvo da Operação Aposta Perdida, deflagrada nesta quinta pela Polícia Civil

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Lili Vasconcelos foi alvo de operação por divulgação ilegal de jogos de azar

Lili Vasconcelos foi alvo de operação por divulgação ilegal de jogos de azar

Alvo da Operação Aposta Perdida, deflagrada nesta quinta-feira (23), por divulgação de jogos ilegais como o “Tigrinho”, a influenciadora Williane Orben V. Vasconcelos Coutinho, questionou a existência e a aprovação das plataformas.

Eu não coloco uma arma na cabeça de ninguém, tá? De ninguém

 

Em gravação publicada horas após a operação, a influencer, conhecida nas redes como Lili Vasconcelos, comparou os jogos de azar com sorteios realizados por meio de concursos como Mega-Sena e Lotofácil, entre outros.

“Não tem nada além das plataformas que eu divulgava, que, inclusive, eu não consigo entender por que foram aprovadas. As bets foram aprovadas. Existem as lotéricas, a Mega-Sena, os joguinhos do governo. Aí pode, mas quando é a gente não pode. Mas estou aqui de cabeça erguida”, declarou.

No Brasil, apenas as apostas de quota fixa, entre elas as chamadas “bets”, são legalizadas. Já os sorteios realizados pela Caixa Econômica Federal passa por um processo rigoroso de segurança, auditoria e transparência, que impedem manipulação.

Já os jogos de azar, nos quais o ganho depende exclusivamente da sorte, são considerados uma forma de exploração financeira e são proibidos no país, assim como sua divulgação.

 

Ainda na gravação, a influenciadora afirmou ter responsabilidade sobre o conteúdo que publica, mas voltou a defender a prática, alegando que, assim como há pessoas que desenvolvem vício nos jogos, também existem aquelas que tiveram a vida transformada positivamente.

“Eu não coloco uma arma na cabeça de ninguém, tá? De ninguém. Tenho grande responsabilidade com as plataformas que divulgo aqui”, acrescentou.

“Se eu postar aqui pra vocês, vocês podem ver. Os jogos podem fazer mal porque tem gente que vicia, sim, mas também fazem um bem absurdo pra muitas pessoas.”, afirmou.

 

Na gravação, a influenciadora também declarou estar “tranquila” em relação à operação, afirmando que sempre pagou os impostos oriundos da divulgação e que as informações sobre crimes de lavagem de dinheiro seriam falsas e disseminadas pela “mídia suja”.

 

Segundo apuração da Polícia Civil, Lili Vasconcelos integra um esquema criminoso composto por membros de uma mesma família, investigado por envolvimento em crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração de jogos de azar on-line.

Além de Lili, o marido, Erison Coutinho, empresário e proprietário da loja Rei dos Panos, e o casal Wilton Wagner Magalhães Vasconcelos e Jéssica Orben Vasconcelos Magalhães também foram alvos da operação.

Segundo a Polícia Civil, Lili e a irmã Jéssica utilizavam as redes sociais para promover os jogos, atraindo participantes com promessas de ganhos fáceis e elevados.

Já o cunhado Wilton é apontado como o principal articulador do esquema, exercendo papel central na movimentação financeira e na ocultação dos valores ilícitos.

O alto padrão de vida ostentado pelos investigados, considerado incompatível com a renda formal declarada, foi um dos pontos que chamou a atenção nas investigações.

As ordens judiciais incluem sete mandados de busca e apreensão domiciliar e empresarial, duas suspensões de atividades econômicas, dois bloqueios de contas em redes sociais, cinco sequestros de imóveis, quatro sequestros de veículos, quatro apreensões de passaporte e 10 bloqueios de contas físicas e jurídicas, no valor de R$ 10 milhões. Todas foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá.