A vereadora por Cuiabá, Maysa Leão (Republicanos), confirmou sua pré-candidatura a deputada estadual nessas eleições. Após algumas semanas de ‘gelo’ com o diretório regional do partido, diante das insatisfações com os rumos da sigla, a parlamentar reconsiderou sua caminhada para este ano.

 

Em entrevista à imprensa, Maysa explicou que seguirá no projeto eleitoral e garantiu que mantém os planos. Segundo ela, após o impacto inicial, buscou seu “núcleo duro”, fez cálculos e avaliou sua real capacidade de enfrentar a disputa. Leão destacou que percorreu municípios e afirmou que foi bem recebida, o que teria reforçado sua decisão de manter o projeto político mesmo diante das dificuldades internas.

Absorvido o mal estar, eu fui fazer as minhas contas, fui reunir com o meu núcleo duro, fui entender a nossa real capilaridade, e eu tenho capilaridade para enfrentar a disputa. Ganhar ninguém garante. Não existe eleição ganha. Eu fui muito bem acolhida e isso me sinalizou que se é para lutar com as próprias pernas, vai ser assim mais uma vez”, afirmou.

 

Ainda na conversa, voltou a expor publicamente a formação da chapa de deputado, que segundo ela se transformou em uma “chapa da morte”, após a entrada de nomes considerados mais fortes e com maior musculatura política.

 

“Olha, a composição da chapa do Republicanos, virou uma chapa da morte, né? É uma das chapas mais pesadas. Eu fiquei extremamente chateada por terem entrado pessoas que não ajudaram a gente a construir e explanei isso abertamente tanto para a direção do partido quanto para qualquer pessoa que me perguntou. Aguns candidatos que vieram para o nosso partido eram candidatos naturais do União Brasil, de outros partidos, e os próprios partidos deles de origem não os queriam, e a gente absorveu”, emenda.

 

As indiretas de Maysa possuem destinatário: os deputados estaduais: Paulo Araújo, ex-União Progressistas, e o deputado Dr. Eugênio, que saiu do PSB. Os dois se filiaram no período de janela partidária e alteraram a composição do grupo, que contava com apenas três representantes: Diego Guimarães, Valmir Moretto e Nininho, que deixou o PSD há alguns meses.