Administradores de página no Instagram são investigados por stalking e difamação contra políticos.
Os empresários Juliana Guimarães e Ricardo Ribeiro foram alvos da Operação Stop Hate, deflagrada em Rondonópolis nesta quarta-feira (20), após serem acusados de perseguição (stalking), calúnia, difamação e injúria qualificada contra políticos da Assembleia Legislativa e da Prefeitura da cidade.
Segundo informações apuradas pela reportagem, a dupla é acusada de ser a responsável pela administração da página no Instagram com mais de 5 mil seguidores. A página realizava publicações de conteúdos envolvendo figuras políticas do Estado.
Segundo a Polícia Civil, as investigações tiveram início após denúncias de o perfil estaria realizando manifestações ofensivas contra a honra de políticos e outras autoridades públicas, extrapolando os limites da liberdade de expressão e configurando possíveis crimes contra a honra e perseguição.
Entre as vítimas estão o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Max Russi (Podemos).
Segundo a Polícia Civil, a investigação também apontou que o perfil administrado pelos alvos acusou Max de utilizar um secretário municipal de Rondonópolis como “testa de ferro”. A expressão é usualmente empregada para se referir a quem utiliza outra pessoa para desenvolver atividades ilícitas, o que, segundo a investigação, gerou abalo à honra do parlamentar.
Diante das investigações, a Polícia Civil cumpriu três mandados de busca e apreensão domiciliar e aplicou duas medidas cautelares diversas, expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá.
Após a operação, os administradores da página realizaram publicações nas redes sociais agradecendo a atuação e educação do delegado responsável pelo caso. Sem mostrar o rosto, Juliana ressaltou que a ação policial não irá intimidá-los e que as publicações continuarão.











