Parlamentar afirmou que “ninguém ganha” no atual cabo de guerra político em Várzea Grande.
A deputada federal Gisela Simona defendeu, nesta segunda-feira (25.05), diálogo e pacificação entre os Poderes em meio à crise política instalada em Várzea Grande. Segundo ela, a disputa entre Executivo e Legislativo tem prejudicado diretamente a população do município.
Em entrevista à imprensa, Gisela afirmou que o momento exige maturidade política e criticou a sobreposição de interesses pessoais aos coletivos dentro da crise envolvendo a Prefeitura e a Câmara Municipal.
“Não tem culpado. Talvez os interesses pessoais se sobreponham aos interesses coletivos. Isso é muito ruim e não pode acontecer”, declarou.
A parlamentar também afirmou que o embate teria sido agravado por disputas de ego entre os envolvidos. “Existe um ego aí, eu não sei dizer de quem, entendendo que eu sou melhor, eu sou maior, eu tenho mais força. E nesse cabo de guerra ninguém ganha”, afirmou.
Ao ser questionada se ainda existe espaço para diálogo após o agravamento da crise, incluindo registros policiais e trocas de acusações públicas, Gisela respondeu que a política exige construção de consenso.
“Tem que ter, sempre tem na política. Não tem outro caminho melhor do que o diálogo. Nós já esticamos todas as cordas que eram possíveis, caindo para baixaria, para violência, e nós precisamos apaziguar”, disse.
A deputada afirmou ainda acreditar na “prudência” tanto da prefeita Flávia Moretti (PL) quanto do presidente da Câmara Municipal, Wanderley Cerqueira (MDB), para que ambos retomem o foco na população.
“Eles foram eleitos com voto popular em prol do povo, e isso tem que ser respeitado”, declarou.
Gisela destacou ainda a possibilidade de uma mediação conduzida pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos) para tentar encerrar o embate entre os Poderes.
“Talvez agora, com essa intermediação que o governador Otaviano Pivetta disse poder fazer, uma reunião com eles seja o caminho para nós termos uma pacificação necessária em prol do povo de Várzea Grande”, afirmou.
Segundo a parlamentar, a tentativa de aproximação entre Executivo e Legislativo pode representar um caminho para reduzir a tensão política instalada no município nos últimos dias.
“É diálogo, não tem outra saída. Nós precisamos muito que tanto o Executivo quanto o Legislativo entendam que o objetivo maior é a população de Várzea Grande”, completou.











