Governo do Estado e senador Carlos Fávaro destacam impactos positivos da decisão.

O reconhecimento de todo o território brasileiro como livre de febre aftosa pelo Governo da China foi celebrado por autoridades de Mato Grosso nesta semana. A medida, anunciada na terça-feira (02.06), elimina restrições sanitárias anteriormente impostas pelo país asiático e abre caminho para a ampliação das exportações de carne bovina ao principal mercado consumidor do produto no mundo.

Maior produtor e exportador de carne bovina do Brasil, Mato Grosso tem na China seu principal destino comercial. Somente entre janeiro e abril de 2026, o Estado exportou cerca de US$ 797 milhões em carne bovina para o mercado chinês, representando quase 30% de toda a carne enviada pelo Brasil ao país no período.

A secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, avaliou que a decisão reforça a confiança internacional na produção pecuária mato-grossense e cria um ambiente mais favorável para novos negócios. Segundo ela, o reconhecimento sanitário fortalece a posição de Mato Grosso no comércio exterior e contribui para a manutenção da competitividade do setor, que desempenha papel estratégico na economia estadual.

A decisão da China ocorre cerca de um ano após a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) conceder ao Brasil o status de país livre de febre aftosa sem vacinação. O reconhecimento internacional foi resultado de décadas de investimentos em vigilância sanitária, fiscalização e controle do rebanho bovino. Em Mato Grosso, o último registro da doença ocorreu em 1996. Desde então, o Estado avançou em programas de defesa agropecuária e, em 2025, alcançou o mais alto nível de certificação sanitária concedido pela OMSA.

FÁVARO DESTACA GANHOS ECONÔMICOS 

O senador por Mato Grosso, Carlos Fávaro (PSD), também comemorou a decisão chinesa e classificou o reconhecimento como um marco para a agropecuária brasileira. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que a medida confirma a credibilidade sanitária do Brasil perante a comunidade internacional e amplia as oportunidades comerciais para o setor produtivo.

O reconhecimento comprova a qualidade sanitária do Brasil e aumenta as oportunidades comerciais para a nossa pecuária. Isso reflete diretamente na geração de emprego, renda e riqueza para o país”, declarou.

Fávaro lembrou que o reconhecimento da OMSA já havia sido conquistado em 2025 e destacou que a adesão dos países importadores ao novo status sanitário brasileiro é um passo importante para consolidar mercados e abrir novas possibilidades de negócios.

Além do impacto sobre as exportações de carne bovina, a decisão chinesa também pode favorecer outros segmentos da produção animal brasileira, ampliando o acesso de produtos agropecuários ao mercado asiático.