O empresário Gabriel Júnior Tacca foi mantido preso sob acusação de ter encomendado o assassinato de Ivan Michel Bonotto, por ordem desembargador Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, da Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Apontado como responsável pelas facadas que ceifou a vida de Bonotto, possivelmente desferidas a mando de Tacca, Danilo Guimarães também teve a revogação do cárcere rejeitada. Ivan foi executado a facadas em março de 2025 após Gabriel descobrir que ele estaria se envolvendo com sua esposa, a médica Sabrina Iara de Mello.
Tacca ajuizou habeas corpus na Corte pedindo sua liberdade provisória após ser mantido preso no final de abril pelo juiz Rafael Depra Panichella, da 1ª Vara Criminal de Sorriso, onde o crime ocorreu. Os argumentos defensivos são que Tacca estaria sofrendo constrangimento ilegal diante do excesso de prazo injustificado na tramitação do processo, já que a instrução já terminou há 46 dias sem a efetivação da formação da culpa, bem como é primário, tem bons antecedentes e residência fixa.
Examinando o pedido liminar, o desembargador o rechaçou alegando que o tempo de espera não caracteriza uma demora abusiva por parte do Judiciário. O magistrado concluiu que os critérios de razoabilidade e proporcionalidade foram mantidos, optando por manter a prisão até um julgamento mais detalhado do mérito.
“No caso, colhe-se da própria petição inicial que a fase de instrução criminal foi formalmente encerrada pelo juízo singular em 17 de abril de 2026. Nesse descortino, o decurso de aproximadamente 46 dias apontado pela defesa como configurador de desídia estatal, em virtude da pendência do aporte de mídias audiovisuais na etapa de alegações finais, não se afigura, prima facie, como dilação abusiva ou desproporcional decorrente de inércia judicial”, decidiu.
Tacca é acusado de homicídio qualificado contra Ivan, que era seu amigo, supostamente motivado pela descoberta de uma relação extraconjugal entre ele e sua esposa. O episódio teria sido planejado e executado com o auxílio de Danilo Carlos Guimarães, responsável pelos golpes.Tacca teve a prisão temporária decretada em 11 de julho de 2025, medida que foi convertida em prisão preventiva em 12 de setembro. A acusação aponta que o crime foi cometido com crueldade e sem chance de defesa para a vítima. Câmeras de segurança registraram a dinâmica do ocorrido, mostrando que o acusado teria distraído o amigo, num bar da cidade, enquanto o cúmplice desferia golpes de faca de forma súbita.“Compreende-se dos autos investigativos que, a partir daí, os denunciados, adredemente mancomunados1 , atuaram mediante dissimulação. Enquanto GABRIEL JÚNIOR TACCA mantinha a atenção de IVAN MICHEL BONOTTO voltada a si, DANILO CARLOS GUIMARÃES desembarcou do automóvel já armado (com uma faca) e, logo após o comparsa ter se afastado da vítima2 , esfaqueou o ofendido de forma repentina e traiçoeira (recurso que dificultou a defesa), desferindo-lhe diversos golpes”, nos termos da denúncia.
Gabriel teria descoberto a traição a partir de mensagens flagradas entre a esposa e o amigo, bem como a partir de câmeras de segurança instaladas em sua própria casa, as quais flagraram a médica e Bonotto trocando carícias. Num dos registros, Ivan chegou a mandar um sinal de ‘joia’ para a câmera que o registrou aos beijos com Sabrina.















