Maior demanda da indústria local absorveu parte da produção disponível e contribuiu para a queda de quase 15% nos embarques em maio
Mato Grosso exportou 4,55 milhões de toneladas de soja em maio deste ano, volume 14,95% menor que o registrado no mesmo período de 2025. A redução foi influenciada não apenas pela queda das compras chinesas, mas também pelo aumento da demanda interna, impulsionada pela produção de biodiesel no Estado.
Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), parte da soja que tradicionalmente seria destinada ao mercado externo permaneceu em Mato Grosso para atender a indústria local. O avanço do esmagamento da oleaginosa para a produção de óleo de soja, principal matéria-prima do biodiesel, acabou absorvendo parte da oferta disponível e diminuindo o ritmo das exportações.
Outro fator que contribuiu para a retração dos embarques foi a redução das compras pela China, principal destino da soja mato-grossense. Em maio, os chineses adquiriram 2,79 milhões de toneladas do grão produzidas no Estado, uma queda de 22,74% em comparação ao mesmo mês do ano passado.
Apesar da redução pontual em maio, o desempenho das exportações em 2026 continua robusto. Entre janeiro e maio, Mato Grosso embarcou 19,85 milhões de toneladas de soja, o maior volume registrado para o período nos últimos cinco anos. O Imea destaca ainda que oscilações no ritmo das exportações são comuns durante o intervalo entre safras.
A expectativa para o restante do ano segue positiva. A projeção do instituto é de que Mato Grosso exporte 32,11 milhões de toneladas de soja em 2026, volume 0,31% superior ao registrado em 2025.















