Governador afirma que Estado apenas estuda medidas para auxiliar Várzea Grande
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) negou nesta terça-feira (14.07) que o Governo de Mato Grosso tenha defendido uma intervenção no Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE/VG). A declaração foi dada em meio ao debate sobre o futuro da autarquia, dias após o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) reiterar oficialmente o pedido de intervenção e o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos), manifestar apoio à medida.
Questionado se uma eventual intervenção ajudaria a solucionar a crise no abastecimento de água em Várzea Grande, Pivetta afirmou que o Estado nunca tratou publicamente dessa possibilidade.
“Eu não sei quem falou em intervenção. Da nossa parte, nós nunca falamos. Nós estamos estudando medidas responsáveis para ajudar ou fazer a água chegar em todas as casas, aos domicílios dos várzea-grandenses”, declarou.
Apesar de afastar a discussão sobre intervenção, o governador informou que o Estado está finalizando um diagnóstico técnico da autarquia. Segundo ele, o levantamento apontará quais obras e equipamentos serão necessários para melhorar o sistema de abastecimento, e o plano de ação deve ser concluído até o fim desta semana.
“Até o final da semana nós vamos ter o plano completo de ação”, afirmou.
Na sequência, Pivetta indicou que o Governo poderá assumir uma atuação mais direta para enfrentar o problema, sem detalhar quais medidas serão adotadas. “O que o Estado vai fazer, eu repito, é ajudar ou fazer”.
O governador também descartou, neste momento, uma eventual privatização do DAE. Conforme Pivetta, o assunto não faz parte da pauta do Governo e a situação da autarquia não desperta interesse da iniciativa privada.
“Privatização… Não sei, não é nossa pauta e nenhuma empresa privada tem interesse em pegar o DAE hoje. Tanto é que não se fala nisso por hora.”
TCE mantém pressão
As declarações de Pivetta ocorreram dias após o TCE-MT reiterar o pedido de intervenção no DAE/VG. O conselheiro Antonio Joaquim encaminhou ofícios ao governador e ao procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca Costa, reforçando que permanece válida a decisão do Plenário da Corte de Contas que recomenda ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) o ajuizamento de uma ação de intervenção na autarquia.
No mesmo período, o presidente da ALMT, Max Russi (Podemos), afirmou que o Parlamento poderá analisar um eventual decreto de intervenção, caso a medida seja encaminhada pelo Governo do Estado. O deputado também declarou ser favorável à adoção da medida.















