Contra Ana Paula Bacchi Muravski, Gaeco cumpriu mandados de busca e apreensão em sua residência e em um escritório de advocacia
A advogada de Nova Mutum (a 264 km de Cuiabá), Ana Paula Bacchi Muravski, foi alvo da Operação Dupla Face, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) nesta sexta-feira (17). A jurista é suspeita de prestar apoio à organização criminosa Comando Vermelho (CV).
Segundo o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), durante as investigações, foi possível coletar provas que fundamentaram as medidas cautelares autorizadas pela Justiça.
Contra ela, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em sua residência e em um escritório de advocacia. Também foi autorizada a quebra dos sigilos telefônico e telemático dos investigados, bem como a extração e a análise pericial de dados armazenados em dispositivos eletrônicos apreendidos durante a operação.
O Gaeco também cumpriu mandados de busca e apreensão na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.
O material apreendido será submetido à análise pericial e deverá contribuir para o aprofundamento das investigações, que tramitam sob sigilo judicial.
Durante o cumprimento do mandado no escritório de advocacia, foram observadas todas as garantias legais previstas no Estatuto da Advocacia. A diligência ocorreu com comunicação prévia e acompanhamento de representante da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), conforme determinação judicial.

A operação contou com o apoio do 14º Comando Regional e do 26º Batalhão da Polícia Militar, em Nova Mutum.
O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) é uma força-tarefa permanente coordenada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e integrada pela Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo. O grupo atua de forma especializada no combate às organizações criminosas e na investigação de crimes de maior complexidade.
OAB-MT acompanha caso
Em nota, a OAB-MT informou que acompanhou a operação policial por meio da 25ª Subseção e de representantes do Tribunal de Defesa das Prerrogativas (TDP), com o objetivo de assegurar as prerrogativas da advocacia. A entidade também afirmou que a conduta da advogada será analisada pelo Tribunal de Ética e Disciplina (TED), que avaliará a adoção de eventuais medidas.















