Ex-treinador alega “sofrimento cruel” e pede prisão domiciliar; STJ nega.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de prisão domiciliar ao ex-treinador de futebol infantil Júlio César Patini, de 62 anos, condenado a 60 anos de prisão pelos crimes de estupro, estupro de vulnerável e favorecimento da prostituição de dezenas de adolescentes em Cuiabá. Ele cumpre pena desde junho de 2025.
A decisão é do presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, e foi publicada na quarta-feira (7).
Conforme os autos, a defesa alegou que a manutenção de Júlio César em penitenciária impõe “sofrimento cruel e desumano, com risco iminente de morte”, uma vez que ele é portador de doença renal crônica em estágio terminal, dependente de hemodiálise três vezes por semana.
Ainda alegou que a penitenciária não tem assistência médica adequada para o tratamento, e requereu a prisão domiciliar.
César Patini era grande conhecido no meio do futebol amador e projetos para crianças e adolescentes, tendo a confiança de muitas famílias que acreditavam que poderiam deixar seus filhos em segurança nesses projetos esportivos e hoje o mesmo sofre com a dor da justiça na pele.
Fonte: MD





