Prefeito disse que não vai tolerar coordenadores, diretores, secretários ou professores atuando como cabos eleitorais.

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), fez um alerta a diretores, coordenadores, secretários e professores da rede municipal de ensino, afirmando que não vai permitir campanha política dentro das escolas neste ano eleitoral. Segundo o prefeito, caso algum servidor atue como cabo eleitoral, cooptando, chantageando ou ameaçando eleitores dentro das unidades escolares, será demitido.

“Não quero ninguém sendo obrigado em grupo de Whatsapp a participar de processo eleitoral de ninguém. Eu não quero que as nossas escolas, os nossos professores, os nossos coordenadores, os nossos diretores, os nossos secretários sejam cooptados por ninguém, chantageados por ninguém, ameaçados por ninguém e nem sequer transformados em cabos eleitorais”, disse o prefeito durante o evento de abertura da Semana Pedagógica, realizado pela Secretaria Municipal de Educação, na segunda-feira (26).

Abilio citou episódios passados em que funcionários de escolas eram obrigados a participar de reuniões políticas e prestar apoio a determinados candidatos, sob pena de demissão. Além disso, usou como exemplo um caso recente em que uma diretora foi ameaçada de demissão por alguém que não faz mais parte da gestão, caso não desse apoio a determinado pré-candidato.

O prefeito garantiu que, em sua gestão, essa prática não será tolerada e alertou os servidores para que não acreditem em ninguém que utilize o nome dele para praticar ameaças.

“Se isso já aconteceu no passado e alguém no passado foi lá participar de reunião, participar de apoio, não sei o que, por medo de perder o cargo, medo de perder o emprego, acabou! Eu não quero isso”, destacou. “Neste ano, o diretor que estiver cooptando alguém para participar de reunião ou de processo político, eu vou tirar. O coordenador que ameaçar, chantagear, eu vou tirar”, acrescentou.

Ainda de acordo com o prefeito, a nova regra faz parte do Código de Ética da Prefeitura de Cuiabá e, com isso, pretende acabar com o assédio moral dentro das escolas e garantir que os funcionários trabalhem sem medo de serem ameaçados ou chantageados.

Fonte : RP