Denúncia inicial inclui sete investigados. Os demais acusados seguem respondendo a processos separados, após o desmembramento do caso.

O Tribunal do Júri de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, condenou, nesta quinta-feira (30), Marcelo Lourenço da Silva e Wesley Musquim de Sousa a 118 anos e 6 meses de prisão cada, totalizando 237 anos de reclusão, pelos assassinatos de Thalisson Ferreira da Silva, Renan do Nascimento Barreto e Antônio José dos Santos Filho, ocorridos em maio de 2024.

Segundo as investigações, o crime teve início no começo da tarde no dia 29 de maio daquele ano, quando pessoas encapuzadas invadiram o alojamento e sequestraram 14 trabalhadores. A Polícia Militar, no entanto, só foi acionada por volta das 20h.

Durante a madrugada, onze vítimas foram encontradas vivas, enquanto Thalisson, Renan e Antônio José foram encontrados mortos dois dias depois.

Além dos homicídios, os réus também foram condenados pelos crimes de tortura, sequestro e cárcere privado qualificado contra as vítimas, e por integrarem organização criminosa armada.

As investigações apontaram que Marcelo e Wesley integravam a estrutura da facção criminosa envolvida e atuaram tanto no planejamento quanto na execução dos crimes. A denúncia inicial inclui sete investigados, e os demais acusados seguem respondendo a processos separados, após o desmembramento do caso.

Conforme a promotoria, os réus faziam parte de uma estrutura criminosa organizada e armada, responsável por capturar, torturar e executar pessoas como forma de controle territorial e intimidação.

O Conselho de Sentença reconheceu, em todos os homicídios, as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas. Para cada assassinato, os réus receberam pena de 30 anos de prisão.

Além disso, foram condenados a 10 anos e 6 meses por integrar organização criminosa armada, 10 anos e 6 meses por sequestro e cárcere privado qualificado e 7 anos e 6 meses por tortura, referentes às 14 vítimas. A soma das condenações resultou nos 118 anos e 6 meses de prisão para cada réu.

Fonte: GE