Ela espera encaminhar em 2026 o plano de saneamento e a modelagem do contrato de concessão.

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), disse acreditar que a sociedade irá cobrar da Câmara Municipal pela aprovação do projeto de concessão do Departamento de Água e Esgoto (DAE).

Segundo ela, o tema da água é um “clamor da sociedade” e, por isso, os vereadores devem caminhar favoravelmente à proposta, mesmo com diversas divergências políticas.

“Na hora que eu passar a bola para os vereadores, espero que a sociedade me ajude a cobrar esse posicionamento para que ande essa concessão dentro da Câmara”, afirmou em entrevista à TV Vila Real.

No ano passado, Flávia chegou a acusar parlamentares de prejudicar a governabilidade ao travar projetos do Executivo, enquanto, do outro lado, vereadores mantêm críticas constantes à administração municipal.

Ao comentar as críticas e resistências enfrentadas desde o início do mandato, Flávia afirmou que divergências fazem parte do processo político.

“Nem Jesus agradou a todos, eu também não preciso agradar a todos. Mas nessa pauta da água, acredito que todos vão caminhar comigo”, disse.

Mesmo diante desse cenário, a prefeita disse não acreditar que a oposição atuará contra a concessão do DAE. Ela também negou que os adversários sejam maioria no Legislativo municipal.

“Estamos formando uma base bem sólida na Câmara. De qualquer maneira, vou contar com os Poderes e com a sociedade para me ajudar na aprovação desses projetos”.

 

Proposta ainda este ano

A prefeita explicou que o prazo da concessão está previsto para este ano e que a expectativa é finalizar o leilão e a licitação entre julho e agosto.

Segundo ela, após a concessão haverá um período de transição, com prazos definidos tanto para investimentos quanto para a gestão do DAE.

A prefeita estimou que, em um prazo de um ano e meio a dois anos, áreas mais críticas já deverão registrar avanço na qualidade da água. Isso caso não ocorra demora dos vereadores para passar o projeto.

“Não tenho dúvida de que algumas regiões vão se sanear com mais rapidez e outras não, porque têm que ter investimentos maiores”, explicou.

Fonte : MD