Combinação de resultado impede o clube de ter que disputar o quadrangular do rebaixamento, e time rubro-negro tem o que tirar do 7 a 1 para seguir em busca do tri e se recuperar no Brasileirão.

O Flamengo aproveitou o sábado chuvoso no Rio de Janeiro para lavar a alma no Maracanã. Depois de quatro jogos sem vencer, com dificuldades para fazer gol e ameaçado pelo vexame de disputar o quadrangular do rebaixamento no Carioca, o time rubro-negro goleou o Sampaio Corrêa por 7 a 1, contou com a derrota do Nova Iguaçu para salvar a própria imagem institucional no Estadual e continua vivo em busca de mais um tricampeonato.

É claro que é preciso analisar o contexto e relativizar a fragilidade do adversário: o Sampaio Corrêa foi o lanterna do Grupo A e corre o risco de cair para a Segunda Divisão carioca. Mas o Flamengo, mesmo poupando jogadores, encarou o jogo com seriedade e deu bons indícios de retomada após um começo de temporada difícil:

Paquetá volante: o meia jogou o primeiro tempo como segundo homem do meio de campo e se saiu muito bem. Marcou, criou e ainda quase fez gol. Ele jogando de frente para o campo adversário e com espaço maior para carregar a bola favorece a sua qualidade técnica;

Samuel Lino & Carrascal: a dupla se entendeu muito bem pelo lado esquerdo, inclusive alternando a posição entre eles, e criou ótimas jogadas, seja com passes ou infiltrações. Eles flutuaram bastante e deixaram o ataque bastante móvel;

Bola parada: não teve nenhum gol de falta levantada na área ou escanteio, que foi um ponto forte do time na temporada passada, mas essas jogadas ensaiadas voltaram a aparecer: Vitão, Paquetá, Plata e Wallace Yan quase aproveitaram;

Recuperou moral: jogadores que estavam com a confiança em baixa, como Royal, Samuel Lino, Pedro e Bruno Henrique, se destacaram com gols ou assistências, enquanto Filipe Luís conseguiu dar descanso a titulares que precisam melhorar fisicamente, como Ortiz, Alex Sandro e Arrascaeta.

Os números do jogo escancaram o domínio absoluto do Flamengo, que teve 68% de posse de bola (com 639 passes trocados contra 191 do Sampaio); 25 finalizações a favor e só três sofridas, e 15 chances de gol diante de apenas uma do adversário. Ou seja, a goleada poderia ter sido ainda maior. Tirando os sete gols rubro-negros, vamos às oportunidades reais desperdiçadas: