“Tentaram me silenciar”
Após comentar sobre o caso, Jannira denunciou, na segunda-feira (02), ter recebido mensagens privadas de intimidação.
A delegada de Polícia Civil Jannira Laranjeira esclareceu que partiram de um delegado de polícia as mensagens em tom intimidador que ela recebeu após compartilhar uma notícia sobre a prisão preventiva do investigador Manoel Batista da Silva, de 52 anos, acusado de estuprar uma detenta dentro da Delegacia de Sorriso (a 398 km de Cuiabá), em Mato Grosso.
Em nova publicação feita no Instagram nessa terça-feira (3), a delegada que atua no enfrentamento à violência contra a mulher em Cuiabá, afirmou: “Não foi o investigado que tentou me silenciar. Foi um delegado de polícia”. Ela não citou o nome do delegado.
No domingo (01), Jannira publicou um vídeo em seu perfil, no qual manifestava apoio à prisão e condenava o crime imputado ao investigador. Manoel foi preso na manhã daquele dia. A prisão foi decretada após exame pericial apontar compatibilidade de DNA. O investigador passou por audiência de custódia e teve a prisão mantida. O caso tramita em sigilo.
Após comentar sobre o caso, Jannira denunciou, na segunda-feira (02), ter recebido mensagens privadas de intimidação, que diziam: “Aqui é …. de Sorriso. Dra, eu acho válido que a colega seja candidata, mas acho desprezível a forma que você se referiu a mim e aos colegas de Sorriso. Deixa eu te falar uma coisa: a eleição passa, mas a ofensa e o desaforo fica. Nós seremos inimigos pro resto da vida. Você deve desculpas para Dr….”.
Na ocasião, a delegada disse que não aceita ameaças veladas nem tentativas de silenciamento e criticou o que classificou como confusão entre corporativismo e justiça. “Defender a justiça não é ofensa. Defender a vítima não é traição. O que eu não aceito é ser intimidada por me posicionar”, declarou.
Já na nova publicação, feita nessa quarta, Jannira acrescentou nova informação à denúncia: “A tentativa de me silenciar não partiu do policial que está sendo investigado, mas sim de um delegado de polícia que atua lá na cidade onde aconteceu o crime, em Sorriso. E tentou minimizar a dor da vítima e ainda inverter os fatos. Isso precisa ser dito com clareza.”
Jannira reforçou que quando o agente público usa sua posição, sua hierarquia, para constranger quem defende a legalidade e a investigação, isso precisa ser denunciado, porque “a instituição polícia civil é muito maior do que isso. Ela feita por homens e mulheres que honram a farda e a função pública”.
Fonte: RP





