Presidente da ALMT revela data da troca no Executivo e projeta relação harmônica entre os poderes durante gestão de Pivetta.

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB, mas que está de saída para integrar o Podemos), revelou hoje (3) que o governador Mauro Mendes (União Brasil) já definiu o cronograma para a transmissão de cargo ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

Segundo ele, o ato oficial está agendado para o próximo dia 31 de março, às 16 horas. A movimentação ocorre em um contexto de ajustes políticos e preparativos para o calendário eleitoral de 2026, onde Pivetta surge como um dos nomes naturais para a sucessão e Mendes busca uma cadeira no Senado Federal.

 

Russi destacou que a transição deve ocorrer sem sobressaltos, mantendo a estabilidade administrativa. “O governador me comunicou ontem que vai fazer a transmissão do cargo no dia 31 desse mês às dezesseis horas. Então, nem sei se ele me permitiu falar isso, mas já tô falando pra vocês ao vivo“, disse ele durante entrevista à Rádio ALMT.

 

De acordo com o calendário oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Mauro Mendes teria até o dia 4 de abril para deixar definitivamente o comando do Estado caso pretenda disputar uma cadeira no Senado Federal.

O prazo para desincompatibilização, corresponde ao limite de seis meses antes do primeiro turno das eleições, marcado para o dia 4 de outubro.

 

Sobre a governabilidade no comando de Pivetta, o presidente demonstrou otimismo e rechaçou qualquer possibilidade de turbulência. “Acho que não teremos dificuldades nenhuma com o Pivetta. Nós temos uma obrigação forte em continuar avançando o estado de Mato Grosso“.

De acordo com ele, as pautas prioritárias que o governador em exercício encaminhar à Assembleia serão analisadas com agilidade pelos parlamentares.

O deputado ponderou, no entanto, que o ano legislativo tende a ser “mais curto” devido a eventos externos, como as eleições e a Copa do Mundo, o que exige foco em projetos consensuais.

Não acho que vai ter muito projeto polêmico e aquilo que chegar aqui na Assembleia, a gente vai tocar da melhor maneira possível“. Para ele, o perfil de Piveta é de diálogo com os Poderes Judiciário e Legislativo, além do Ministério Público Estadual (MPE) e Tribunal de Contas do Estado (TCE).

A chegada de Pivetta ao comando do Estado é vista como um teste de gestão e vitrine política. Para Max Russi, o mercado político e a população estarão atentos aos primeiros meses do republicano à frente da máquina pública.

Todo mundo vai prestar muita atenção nesses primeiros 30 dias, 60 dias do Pivetta. Por quê? Porque todo mundo tem uma expectativa. Ele pode ser candidato à reeleição“.

Max Russi concluiu afirmando que a Assembleia dará o suporte necessário para as ações que visem o desenvolvimento econômico e social. “O apoio da Assembleia e de todos os deputados, tanto de situação de oposição, eu tenho certeza que terá para tudo aquilo que for bom para Mato Grosso“, finalizou, descartando o envio de pacotes polêmicos de última hora por parte da atual gestão antes da transmissão do cargo.

Fonte : RP