Wenceslau Júnior disse que brasileiros precisam trabalhar mais.

O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecomércio-MT), Wenceslau Júnior, afirmou que o Brasil está cada vez mais preguiçoso e que o brasileiro precisa trabalhar mais. A declaração foi feita nessa segunda-feira (16), durante uma reunião entre lideranças do setor produtivo e parlamentares da bancada federal de Mato Grosso para tratar dos impactos da PEC que propõe a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1, em discussão na Câmara Federal.

“Nós estamos ficando um Brasil preguiçoso, uma nação cada vez trabalhando menos e nós precisamos trabalhar mais, porque o nosso país ainda é um país de terceiro mundo”, disse.

Durante sua fala, Wenceslau Júnior contou que tem familiares que moram e trabalham nos Estados Unidos e que lá eles trabalham até 16 horas por dia e são felizes, pois têm dinheiro no bolso.

“Eu tenho familiares que trabalham lá, que trabalham 12, 14 ou 16 horas por dia e feliz da vida, porque o dinheiro tá no bolso”, contou.

Pelo menos quatro propostas que pedem o fim da escala 6×1 tramitam no Congresso. A que vem ganhando mais destaque é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 8/2025, de autoria da deputada federal Érika Hilton (PSol-SP), que prevê a redução da jornada de trabalho para quatro dias por semana, com três dias de descanso.

 

A PEC, no entanto, vem gerando uma série de discussões quanto ao impacto econômico em todo o país.

Além do impacto na economia, o presidente da Fecomércio demonstrou preocupação com a dificuldade de contratação de mão de obra.

Para Wenceslau, a falta de profissionais já é uma realidade em Mato Grosso, e o fim da escala 6×1 pode agravar ainda mais a situação.

“Eu vejo muita preocupação nesse momento que nós estamos com falta de mão de obra. Como que nós vamos arrumar mais gente pra contratar com 5×2”, afirmou.

Wenceslau Júnior é empresário no ramo de materiais para construção e disse que, nos sites de suas empresas, há uma série de vagas de emprego abertas, mas que não há mão de obra suficiente para preenchê-las.

“Não tem mão de obra. Hoje dentro das minhas empresas eu preciso de caixa, operador de empilhadeira, motorista, motorista carreteiro e cadê? Preciso de vendedor, tá no site das empresas pra todo lado e não tem essa mão de obra”, disse.

Participaram da reunião com as lideranças do setor produtivo a senadora Margareth Buzetti (PP), as deputadas federais Gisela Simona (União) e Coronel Fernanda (PL), além de representantes do senador Wellington Fagundes (PL) e do deputado federal Rodrigo da Zaeli (PL).

Em apelo aos parlamentares presentes, o presidente da Fecomércio pediu que a situação em relação à falta de profissionais em Mato Grosso seja compartilhada com os demais políticos no Congresso Nacional, em Brasília, para pressionar pela não aprovação da PEC.

A proposta da deputada Erika Hilton foi anexada a outro projeto que trata sobre o mesmo assunto, de autoria do deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), e que tramita na Câmara Federal desde 2019. As pautas aguardam parecer do relator na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).

Fonte : RP