Luciana e Lis são acusadas de causar prejuízo de R$ 30 mil a pessoas que queriam cidadania italiana.
Foram identificadas como Luciana Kirchein Azevedo e Lis Marie Martini as mulheres indiciadas pela Polícia Civil, nesta segunda-feira (2), por crimes de estelionato eletrônico. Elas são acusadas de um esquema que teria causado prejuízos de R$ 30 mil a consumidores que buscavam o reconhecimento de cidadania italiana.
Luciana é sócia de uma empresa especializada em processos judiciais internacionais, enquanto Lis Marie exercia a função de funcionária do empreendimento, sendo responsável pela negociação e captação dos contratos.
A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionatos de Cuiabá, iniciou após a denúncia de uma vítima que pagou R$ 30 mil pelo ajuizamento de uma ação na Itália. Conforme o inquérito, apesar do pagamento integral e do envio de documentos originais, nunca houve a comprovação do protocolo da ação no exterior.

As apurações também identificaram indícios de que outras famílias possam ter sido prejudicadas
A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionatos de Cuiabá, iniciou após a denúncia de uma vítima que pagou R$ 30 mil pelo ajuizamento de uma ação na Itália. Conforme o inquérito, apesar do pagamento integral e do envio de documentos originais, nunca houve a comprovação do protocolo da ação no exterior.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Vinícius Nazário, o relatório final apontou indícios consistentes de crime de estelionato eletrônico.
A Polícia representou pela quebra de sigilo bancário e pelo bloqueio de bens e valores das indiciadas e das pessoas jurídicas envolvidas.
A medida judicial resultou no bloqueio de contas-correntes com o objetivo de assegurar o ressarcimento das vítimas. Paralelamente, na esfera cível, já houve condenação para a devolução dos valores.
“As apurações também identificaram indícios de que outras famílias possam ter sido prejudicadas em situações semelhantes, havendo registros de reclamações reiteradas contra a empresa em órgãos de proteção ao consumidor”, afirmou o delegado.
Com a conclusão do inquérito, os autos foram encaminhados ao Ministério Público para análise e eventual oferecimento de denúncia.
Fonte : MD









