NOME QUE VOLTA AO NOTICIÁRIO: SÉRGIO PEREIRA ASSIS JÁ TENTOU IMPEDIR REPORTAGEM NO FANTÁSTICO E TEVE PEDIDO NEGADO

Sérgio Pereira Assis é pai de Mário Sergio Cometki Assis, citados no Boletim de Ocorrência e na Notícia-Crime protocolada perante a autoridade competente. Pai e filho são envolvidos no caso de R$ 50 milhões no setor do agronegócio. A apuração ocorre no âmbito policial e envolve possível prática de crimes contra o patrimônio, conforme narrado na notícia-crime apresentada pela vítima.

Em novembro de 2015, o então ex-deputado estadual Sérgio Pereira Assis ingressou na Justiça com uma ação inibitória contra a Rede Globo de Televisão, buscando impedir a exibição de uma reportagem no programa Fantástico.

A matéria tratava de uma investigação envolvendo suposta rede de exploração sexual no Mato Grosso do Sul.

O pedido foi protocolado sob o argumento de que o processo investigativo tramitava em segredo de Justiça e, por isso, não poderia ser divulgado pela imprensa.


⚖ A DECISÃO JUDICIAL

O pedido foi analisado pelo juiz Roberto Pereira Filho, que negou a liminar.

Na decisão, o magistrado destacou que não poderia haver censura prévia em um Estado Democrático de Direito.

Segundo o juiz, eventuais abusos na divulgação de informações deveriam ser discutidos posteriormente por meio de:

  • Direito de resposta

  • Reparação por danos morais

  • Ação penal por calúnia, difamação ou injúria, se fosse o caso

Com isso, a reportagem foi exibida normalmente.

A decisão reforçou o entendimento de que o Judiciário não poderia impedir previamente a divulgação jornalística.


📌 A INVESTIGAÇÃO À ÉPOCA

O caso ganhou repercussão após a prisão de Robson Leiria Martins, flagrado extorquindo R$ 15 mil de um vereador.

Segundo as investigações divulgadas na época:

  • Vídeos íntimos envolvendo figuras públicas teriam sido gravados de forma oculta;

  • O material seria utilizado para extorsão;

  • Havia indícios de esquema estruturado de exploração sexual.

Com o avanço das apurações, o Ministério Público e o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) passaram a investigar possível envolvimento de empresários, intermediários e outras pessoas.

Naquele contexto, o nome de Sérgio Pereira Assis foi mencionado nas investigações por possível favorecimento à exploração sexual — fato que passou a integrar o processo criminal, que corria sob segredo de Justiça.


🔄 DESDOBRAMENTOS POSTERIORES

Na sequência das investigações:

  • A Justiça recebeu denúncia envolvendo outros investigados;

  • Houve imputações adicionais por crimes como estupro e associação criminosa;

  • A apuração indicava que adolescentes e até crianças teriam sido aliciadas para encontros com figuras públicas.

As informações constavam nos autos do processo criminal que tramitava na 7ª Vara Criminal de Campo Grande, sob responsabilidade do juiz Marcelo Ivo de Oliveira.


📍 O PONTO CENTRAL

O foco do episódio de 2015 não foi apenas a investigação em si, mas a tentativa judicial de impedir a exibição da reportagem televisiva.

A negativa da liminar tornou-se marco no debate sobre:

  • Liberdade de imprensa

  • Vedação à censura prévia

  • Limites da divulgação de investigações sob segredo de Justiça

O caso foi amplamente repercutido na imprensa à época.


🗣 ESPAÇO ABERTO PARA MANIFESTAÇÃO

O portal MT Verdade informa que mantém espaço aberto para manifestação e esclarecimentos de:

Caso os citados desejem se pronunciar, a redação está à disposição para publicar integralmente sua versão dos fatos, nos termos do direito de resposta previsto na legislação brasileira.

A matéria informando os fatos acima foi Publicada em 30/11/2015 – 01:16 – pelo Midiamax:  https://midiamax.com.br/politica/transparencia/2015/ex-deputado-tentou-impedir-exibicao-de-materia-no-fantastico-e-juiz-negou/

A redação MTVerdade