A vereadora de Barra do Garças (509 km de Cuiabá), Bianca Freitas (MDB), denunciou publicamente neste domingo ataque misógino sofrido por ela, nas redes sociais. O crime, registrado por meio de um comentário, será investigado pela Polícia Judiciária Civil, bem como na Justiça.
Em um vídeo gravado pela parlamentar, a mesma mostra o comentário, publicado em uma postagem fixada em seu perfil, em que comemorava a eleição e destacava a volta de mulheres à Câmara Municipal após uma década, onde o agressor afirmava que “o único mérito de mulher é ter vagina”.
“Quando eu li eu pensei: meu Deus, como uma pessoa pode falar uma atrocidade dessas? Isso aqui não é falta de respeito, não é opinião, não é liberdade de expressão, isso aqui é uma atrocidade”, declarou.
A vereadora relatou que, ao buscar informações sobre o autor, identificou tratar-se de um vendedor de motocicletas na cidade e com um ‘passado duvidoso’ diante de outros comentários preconceituosos em redes sociais como apoio ao nazismo, misoginia e outros crimes.
“Ele é uma pessoa comum, trabalha numa loja comum de venda de motos. Você olha para ele, ele tem uma cara de simpático, fala super bem nos vídeos. Mas tudo que eu encontrei desse homem é tão pior do que eu imaginava”, afirmou.
Bianca informou que de imediato registrou boletim de ocorrência e que irá mover ação judicial contra o autor. De acordo com ela, após perceber a repercussão do caso, o homem apagou as redes sociais. “Eu tenho muitos prints porque eu tirei antes dele apagar, antes dele perceber que eu estava indo atrás das coisas dele. Ele sumiu do mapa”, disse.
Mais uma vez, o debate de violência política de gênero, que sempre atinge mulheres em cargos públicos volta a reascender no campo política. No ano passado, a deputada Janaina Riva (MDB), foi vítima do mesmo crime e importunação sexual, durante uma agenda em Rondonópolis (212 km de Cuiabá).
À época, o servidor Deliandson Milton da Silva, de 41 anos, aparecia no áudio debochando da parlamentar e utilizando expressões de cunho sexual para se referir a ela, afirmando, entre outras frases, que os áudios poderiam ser enviados nos grupos de WhatsApp. Deliandson foi exonerado.
Fonte : GD







