A parlamentar pede indenização por danos morais no valor de R$ 30 mil.

A deputada estadual Janaina Riva (MDB) ingressou com ação judicial após ser alvo de um vídeo divulgado nas redes sociais com acusações de envolvimento em corrupção ligada às obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em Mato Grosso. O processo foi protocolado no dia 10 de abril e tramita na 5.ª Vara Cível de Cuiabá. Na ação, a parlamentar pede indenização por danos morais no valor de R$ 30 mil, além da retirada imediata do conteúdo considerado ofensivo.

De acordo com a petição inicial, o vídeo foi publicado por um influenciador conhecido como “Xomano”, responsável pelos perfis “@xomaia0”, no TikTok, e “@xomaia_cuiabano”, no Instagram. A defesa aponta que o conteúdo foi divulgado no dia 03 de abril e rapidamente ganhou repercussão, com milhares de visualizações, curtidas e compartilhamentos, ampliando o alcance das declarações.

Na gravação, o influencer faz uma série de ataques a políticos do Estado e direciona críticas diretamente à deputada. Sem apresentar qualquer prova, ele afirma que recursos do VLT teriam sido desviados e associa o pai [José Riva] da parlamentar ao suposto esquema. Em um dos trechos, declara que “esse pessoal tem dinheiro para fazer política porque embolsou todo o dinheiro do VLT”, acrescentando que o valor “saiu para o bolso do pai da Janaina e dessa corja aí”, além de afirmar que “todo mundo embolsou”.

O conteúdo também menciona, de forma genérica, a existência de supostos vídeos em rede nacional que comprovariam irregularidades, embora nenhum material seja apresentado. Em tom mais agressivo, o influencer utiliza expressões como “corja de ladrão” ao se referir a lideranças políticas do Estado. Em outro momento, convoca a população com frases como “vamos extinguir esse tipo de gente do Estado de Mato Grosso”, elevando o tom do discurso para além da crítica política.

A gravação ainda mistura ataques partidários e críticas ideológicas, ao associar siglas e lideranças a práticas ilícitas, sem distinção entre opinião e acusação factual. O influencer também cita outros nomes da política estadual e questiona trajetórias públicas, tentando reforçar uma narrativa de suposto enriquecimento ilícito vinculado às obras do VLT, que nunca foram concluídas.

Na ação, a defesa da deputada sustenta que as declarações extrapolam os limites da liberdade de expressão e configuram imputação direta de crimes sem qualquer respaldo fático. O documento aponta que, embora figuras públicas estejam sujeitas a críticas, não há autorização para acusações infundadas, especialmente quando envolvem crimes como corrupção e desvio de recursos públicos.