Alta média é de 6,86% e pode chegar a 10,42% para grandes consumidores

O bolso do consumidor mato-grossense vai sentir um novo reajuste na conta de luz. A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou nesta quarta-feira (22.04) o Reajuste Tarifário Anual da Energisa Mato Grosso, com aumento médio de 6,86% nas tarifas. A distribuidora atende mais de 1,7 milhão de unidades consumidoras em 141 municípios do Estado.

Para os consumidores residenciais, o reajuste será de 5,12%. Já para os clientes atendidos em baixa tensão — que incluem residências, comércios e pequenas indústrias — o aumento médio será de 5,27%.

No caso da alta tensão, que engloba grandes indústrias e consumidores de maior porte, o impacto é mais elevado, chegando a 10,42%.

Apesar da alta, a agência reguladora aplicou o chamado diferimento tarifário, mecanismo que adia parte dos custos para os próximos ciclos. Na prática, isso reduz o impacto imediato na conta de luz, mas pode gerar compensações futuras.

A composição do reajuste considera diferentes fatores, como custos com compra e transmissão de energia, além de encargos setoriais definidos por políticas públicas. Esses itens são repassados diretamente ao consumidor e representam parte significativa da tarifa.

O cálculo também segue regras previstas nos contratos de concessão e nos Procedimentos de Regulação Tarifária (Proret), que determinam como os valores devem ser atualizados anualmente.

Diferente da Revisão Tarifária Periódica (RTP), que ocorre em ciclos maiores e redefine parâmetros estruturais do setor — como metas de qualidade e eficiência —, o Reajuste Tarifário Anual (RTA) tem caráter mais simples. Ele basicamente corrige os valores com base na inflação (IGP-M ou IPCA), descontado o chamado fator X, indicador que mede ganhos de eficiência das distribuidoras.

Na prática, mesmo com mecanismos de suavização, o reajuste pressiona o orçamento das famílias e também dos setores produtivos, que tendem a repassar custos ao consumidor final.