Em entrevista à imprensa local, o delegado Luiz Camargo, responsável pelo caso, contou que o feminicida esganou a vítima com as próprias mãos até provocar a fratura no pescoço, causando a morte da educadora.
Joel Laureano Ferreira, de 46 anos, preso nessa quarta-feira (1º) pelo assassinato da namorada, a professora Adélia Cristina de Oliveira Batista, de 49 anos, estrangulou e quebrou o pescoço da vítima antes de jogar o corpo dela em uma represa no município de Castanheira (a 774 km de Cuiabá), em Mato Grosso. A informação foi confirmada pelo delegado Luiz Camargo, que atua em Juína.
Em entrevista à imprensa local, o responsável pelo caso contou que Joel esganou Adélia com as próprias mãos até provocar a fratura no pescoço, causando a morte da educadora. Na sequência, ele jogou o corpo da vítima em uma represa, onde foi localizado na segunda-feira (29). Segundo o delegado, o assassinato ocorreu logo após uma discussão entre o casal.
“Diante dessa discussão que teve lá por volta do horário do fato, cerca de 8 horas da noite, ele esganou, usou a constrição de pescoço da forma esganadora, com o manuseio das próprias mãos. Ele estrangulou, esganou essa vítima. Inclusive, a causa do óbito foi exatamente a fratura. Conversando com a Politec, a fratura do osso hioide. Então, ela morreu pela constrição do pescoço”, explicou.
Ainda conforme o delegado, Joel teria matado Adélia por questões patrimoniais. As investigações preliminares apontam que ele estaria interessado no patrimônio da vítima, que seria superior ao dele. Além disso, o assassino não aceitava o fim do relacionamento, decidido por Adélia.
“A motivação seria uma divergência patrimonial, já que a vítima estava querendo se separar e ele não estava aceitando a situação por dois motivos. O primeiro é o patrimônio, parece que a vítima tinha uma condição patrimonial melhor do que a dele, e também por questão de ciúmes”, afirmou o delegado.
Apesar dos indícios de estrangulamento, os exames periciais da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) ainda irão apurar se o assassino utilizou algum instrumento para matar a vítima.
Adélia era servidora da rede municipal de ensino de Castanheira. Ela atuava na Escola Municipal José de Alencar, na comunidade Vale do Seringal, onde lecionava para turmas do 3º e 4º anos. Em 2023, a turma do 2º ano sob sua responsabilidade foi reconhecida com o prêmio Alfabetiza MT.
Histórico violento
Conforme noticiado anteriormente pelo MTVERDADE, Joel possui histórico de violência. Ele responde na Justiça por violência doméstica contra uma ex-esposa. O crime ocorreu em janeiro de 2024, em Juína.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado à época, ele enforcou a vítima e tentou obrigá-la a engolir um celular. Segundo relato da mulher, durante uma discussão, Joel a ameaçou de morte, apertou seu pescoço com uma das mãos e empurrou um celular contra sua boca, dizendo que iria obrigá-la a engolir o aparelho.
Após as agressões e ameaças, Joel teria pegado uma caixa com munições, carregado um revólver e colocado a arma na cintura para intimidar a ex-esposa. A mulher afirmou ainda que ele possuía outras armas, incluindo uma pistola aparentemente de calibre .22.















