O candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, afirmou que setores do agronegócio estão cansados do bolsonarismo e podem migrar para sua candidatura. Ao disputar esse eleitorado, ele também atacou Flávio Bolsonaro (PL) e o classificou como candidato ruim. As declarações foram dadas nesta segunda-feira (20), em Cuiabá, durante passagem por Mato Grosso para acompanhar a convenção do Missão e prestigiar a candidatura de Rafaell Milas ao Governo do Estado.
“O agronegócio votou na família Bolsonaro em duas eleições. Não é que o agro nasceu com o Bolsonaro. Hoje eu estive em Goiás e o agro organizado lá já está cansado do bolsonarismo; eles querem derrotar o Lula”, declarou. Durante entrevista, ele afirmou que o apoio do agronegócio à família Bolsonaro nas duas últimas eleições não representa uma ligação permanente do setor com o grupo político.
Segundo Renan, a estratégia será convencer produtores e entidades do setor de que sua candidatura oferece condições para enfrentar o presidente Lula e atender às demandas do agronegócio.
“Eu vou mostrar duas coisas. Uma: eu sou um candidato melhor. Isso não é muito difícil em comparação com o Flávio. Não é realmente que eu sou maravilhoso; é que o cara é tão ruim que qualquer coisa parece melhor. Parece o Júlio César, parece Alexandre, o Grande, perto do Flávio”, afirmou.
O pré-candidato disse que pretende apresentar propostas voltadas à segurança jurídica, infraestrutura e gestão pública para atrair o eleitorado que apoiou Jair Bolsonaro.
“Eu, já estando em terceiro e subindo, vou me mostrar mais viável para eles tirarem o PT de lá. Nossas propostas são muito melhores. Nossa ideia de segurança jurídica, de investimento em infraestrutura e de lei de responsabilidade gerencial são fundamentais para o futuro do agro”, disse.
Renan também afirmou que mantém relação com o setor desde a atuação do Movimento Brasil Livre durante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, integrantes do grupo participaram de articulações com entidades do agronegócio para pressionar deputados federais entre 2015 e 2016.
O presidenciável classificou o agronegócio como um dos setores responsáveis pelo crescimento da produtividade brasileira e defendeu ampliação do crédito, investimentos em estradas e energia e mudanças na legislação.
“O agro é uma mola propulsora do desenvolvimento brasileiro, que é sabotado, e é o único setor brasileiro que cresce a própria produtividade em níveis chineses. Outros setores brasileiros não aumentam a produtividade e a economia brasileira fica andando de lado. O agro consegue”, declarou.
Em contrapartida, Renan afirmou que cobrará apoio político de produtores, da Frente Parlamentar da Agropecuária e da bancada ruralista para aprovar medidas de seu programa de governo.
“O agro vai poder ter esse compromisso meu, mas eu vou querer o compromisso do agro. Eu vou querer a Frente Parlamentar da Agropecuária e a bancada do agro votando comigo para a gente ter uma lei trabalhista constitucional e para aprovar a reforma fiscal”, afirmou.















