Candidato ao Governo de Mato Grosso afirmou compreende a situação e disse que prefeitos devem priorizar a busca de recursos para as cidades
O senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), admitiu hoje (22), durante convenção partidária, que não conta com o apoio declarado de dois dos principais nomes do partido no Estado: a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), e o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL). Apesar da ausência de um posicionamento público dos gestores em favor de sua candidatura, Fagundes afirmou compreender a decisão de ambos de não participarem da campanha.
Segundo o senador, os prefeitos precisam priorizar a administração das cidades e a busca por recursos, independentemente das alianças políticas firmadas durante o período eleitoral.
A declaração indica que Moretti e Abilio mantêm diálogo com o Governo do Estado e com o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que também é pré-candidato à reeleição e deve ter o nome homologado em convenção partidária no próximo dia 4 de agosto.
“Eu tenho que compreender que os prefeitos vivem sob pressão, porque a demanda da base é muito grande por recurso, então ele tem que depender sim de buscar recurso aonde tiver”, disse Fagundes.
À imprensa, o senador afirmou ainda que não pretende exigir que prefeitos do PL participem de atos de campanha ou subam em palanques, destacando que os gestores têm compromissos administrativos com toda a população, inclusive com eleitores que não apoiaram suas candidaturas.
“Agora, no momento da campanha, não queremos que os prefeitos tenham a obrigação de sair nos palanques. Eles já cumpriram a missão deles e eles têm que cumprir a missão agora, porque eles não foram eleitos só por quem votou neles, eles têm que cuidar da cidade como um todo”, disse.
Fagundes também reforçou que a responsabilidade pela campanha deve ficar concentrada nos candidatos e integrantes da chapa, como o deputado federal e candidato ao Senado José Medeiros e o candidato a suplente Odílio Balbinotti, deixando a participação dos prefeitos como uma decisão pessoal.
“Campanha cabe a mim, cabe ao Medeiros, cabe ao Odílio, cabe aos candidatos fazerem. Se o prefeito puder ir, ótimo. Agora, nós não vamos obrigar”, ressaltou.
Em outras ocasiões, o prefeito Abilio Brunini afirmou que pode não declarar apoio a Fagundes. Mas, apesar da relação de amizade com Pivetta, disse que não pretende ser “traíra” com seu partido.
Já Flávia Moretti não declarou oficialmente apoio à reeleição de Pivetta, mas tem demonstrado afinidade com o governador e vem trabalhando ao lado dele na busca por soluções para problemas de Várzea Grande, como a falta de água.
Por outro lado, outros prefeitos do PL, como Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, e Edilson Piaia, de Campo Novo do Parecis, já declararam apoio a Pivetta, em vez do correligionário Wellington Fagundes.
Ainda durante a convenção do partido, o presidente regional da sigla, Ananias Filho, descartou a adoção de punições rigorosas ou a expulsão de prefeitos filiados que optarem por não apoiar a candidatura de Fagundes ao Governo.