Defesa diz que coronel é “preso político” e promete provar inocência no júri

“O coronel é um preso político e eu tenho certeza de que nós vamos provar isso”. A declaração foi feita pela advogada Sarah Quinetti Pironi, responsável pela defesa do coronel do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, acusado pelo Ministério Público Estadual (MPE) de ser o financiador do assassinato do advogado Roberto Zampieri.

Na chegada ao Fórum de Cuiabá, nesta terça-feira (28.07), onde ocorre o julgamento pelo Tribunal do Júri, a advogada afirmou que acompanha o processo desde o início e que acredita na inocência do militar.

“Eu acompanho esse processo desde o início, desde o embrólio inicial. São dois anos e oito meses esperando justiça. O coronel considera esse um crime político. O coronel é um preso político e eu tenho certeza de que nós vamos provar isso”, declarou.

Segundo Sarah, a acusação deveria apresentar provas contra o coronel, mas, na avaliação da defesa, não existem elementos que comprovem qualquer envolvimento de Caçadini no homicídio.

“Isso era papel da acusação, provar. O coronel não tem nada a ver com esse crime. Nós estamos acreditando muito na inocência do nosso cliente e vamos sair vitoriosos”, afirmou.

A advogada também negou qualquer relação entre o coronel e a vítima. “O coronel nunca ouviu falar no nome de Zampieri. Nunca soube quem era Zampieri na vida. Ele nunca esteve aqui. Ele não tem nada a ver com esse crime. Nós vamos provar isso no júri”, disse.

Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é julgado nesta terça-feira ao lado de Antônio Gomes da Silva, apontado como executor dos disparos, e Hedilerson Fialho Martins Barbosa, acusado de intermediar a ação criminosa. Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime teria sido motivado por uma disputa de terras avaliada em R$ 100 milhões.