Senador critica votação sem rival inscrito, aponta violações ao estatuto, mas descarta ir à Justiça por confiança na vitória dos convencionais
O senador Jayme Campos (União Brasil) marcou presença na convenção estadual do partido adotando um tom cobrança à cúpula partidária, mas demonstrando confiança em sua vitória nas urnas internas. Ao discursar na chegada ao evento, criticou duramente a realização de votação para a candidatura ao Governo de Mato Grosso, classificando o processo de desnecessário, uma vez que ele foi o único correligionário a se inscrever oficialmente para a disputa.
Em meio a alfinetadas, Jayme criticou políticos que apenas procuram o União como “cartórios para registrar candidatura” e criticou a inclusão do apoio ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos) na cédula, alegando ausência de previsão estatutária e ausência de formalização prévia de coligação.
“Tem pessoas que não têm espírito partidário, que usam o partido como se fosse um cartório só para registrar sua candidatura. Eu faço política com lealdade e doutrina.”
Jayme Campos marcou território ao desembarcar no evento acompanhado de um verdadeiro “exército” de apoiadores, munidos de bandeiras, faixas e palavras de ordem. Ao todo, são 51 convencionais votantes com 3 opções na cédulas: candidatura do Jayme, coligação com o Republicanos de Pivetta e abster-se de votar.
Ao falar à imprensa, ele fez questão de resgatar sua trajetória histórica de fundação de siglas como PDS, PFL e DEM, que culminaram na criação do União Brasil.
Apesar de apontar brechas para questionamentos jurídicos, Jayme afirmou que jogará conforme as regras postas para manter a altivez de sua trajetória política.
“É a primeira vez na história contemporânea da política brasileira que apenas um candidato se inscreve para o Governo e tem que ir para o voto. O natural seria a aclamação. Todavia, respeitando a direção do partido, vamos ao voto com a certeza de que vou ganhar essa convenção“, afirmou.















