Paralisação começou nesta segunda-feira e busca pressionar o presidente do Senado a pautar a Medida Provisória antes do prazo final

Diversos caminhoneiros iniciaram uma paralisação dos portos de distribuição, nesta segunda-feira (13.07), para pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a colocar em votação a Medida Provisória (MP) 1.343/2026. A categoria afirma que a paralisação permanecerá até que haja uma definição sobre a análise da proposta, que perde a validade na quinta-feira (16.07), caso não seja aprovada pelo Congresso Nacional.

O anúncio da mobilização foi feito pelo presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele orientou os caminhoneiros a não iniciarem viagens a partir da meia-noite desta segunda-feira e afirmou que a paralisação é uma forma de pressionar o Senado.

Segundo Chorão, a categoria está há duas semanas em Brasília tentando viabilizar a votação da medida provisória. Ele declarou que a proposta beneficia os caminhoneiros ao tratar de temas como o fim das multas relacionadas ao entre-eixos, mudanças na fiscalização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), regras sobre gerenciadoras de risco e alterações que atingem motoristas contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Durante a gravação, o líder da Abrava afirmou que a mobilização não foi convocada por lideranças específicas, mas atribuiu a responsabilidade pela paralisação ao presidente do Senado, alegando que a falta de votação da matéria levou a categoria a adotar a medida. Chorão também disse que existe a expectativa de que a proposta seja incluída na pauta desta terça-feira (14.07), mas orientou os motoristas a manterem a paralisação até que haja uma definição.

Outro representante da categoria, o diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), Litti Dahmer, também convocou os caminhoneiros a aderirem ao movimento. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele afirmou que a MP 1.343/2026 trata de temas considerados prioritários para o setor, como o piso mínimo do frete, a regulamentação das gerenciadoras de risco e mudanças nas regras para veículos de diferentes configurações de eixos.

Dahmer defendeu que a paralisação é necessária para pressionar o Senado a votar a proposta antes do vencimento do prazo legal. Segundo ele, caso a medida provisória não seja aprovada até 16 de julho, perderá a validade.

A MP 1.343/2026 foi editada pelo Governo Federal e aprovada pela Câmara dos Deputados em 17 de junho, sob relatoria do deputado Zé Trovão (PL-SC). Durante a tramitação, o texto recebeu alterações, entre elas a inclusão de uma anistia para multas aplicadas a motoristas que participaram dos bloqueios de rodovias em 2022.

Por se tratar de uma medida provisória, a proposta precisa ser aprovada pelo Senado até está quinta-feira. Caso contrário, perderá a vigência. Os caminhoneiros afirmam que a votação da matéria está sendo retardada no Senado e utilizam a paralisação como forma de pressionar pela inclusão da proposta na pauta.