Larissa Karolina Silva Moreira, investigada por adotar felinos para torturar e matar no bairro do Porto, teve a prisão preventiva restabelecida pela Justiça

A investigada Larissa Karolina Silva Moreira, de 28 anos, foi presa novamente pela Polícia Civil nesta segunda-feira (6), em Cuiabá, após romper duas vezes a tornozeleira eletrônica que utilizava por determinação judicial. Ela responde por maus-tratos a animais com resultado em morte e ganhou repercussão no estado após ser acusada de adotar gatos especificamente com o intuito de matá-los, além de cometer abusos sexuais (zoofilia) contra os animais.

Larissa havia sido capturada pela primeira vez em 13 de junho de 2025, após ativistas da causa animal denunciarem o desaparecimento em série de felinos entregues a ela para adoção.

Na ocasião, o Núcleo de Justiça do Juiz das Garantias converteu a prisão em preventiva, mas em julho do mesmo ano, a Justiça substituiu o regime fechado por medidas cautelares, impondo o monitoramento eletrônico e o recolhimento domiciliar noturno.

A decisão judicial já previa expressamente que o descumprimento de qualquer uma das regras resultaria no retorno imediato à unidade prisional.

O inquérito da Polícia Civil aponta que os crimes ocorriam na residência da acusada, localizada no bairro do Porto. Durante as investigações no ano passado, policiais civis encontraram um felino morto em um terreno baldio vizinho à casa dela, além de dois outros gatos em um lixão nas proximidades do imóvel.

Em buscas na residência, as equipes resgataram um filhote de cachorro vivo e apreenderam embalagens de ração e um lençol com marcas de sangue, que foram submetidos à análise técnica da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Com a revogação do benefício da liberdade provisória, Larissa foi encaminhada novamente à Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto.