Rogério da Silva Amorim negou ter assassinado Maiana Mariano Vilela, mas confirmou relacionamento amoroso.

O empresário Rogério da Silva Amorim, condenado a mais de 20 anos de prisão por mandar matar a adolescente Maiana Mariano Vilela, de 16 anos, em 2011, em Cuiabá, negou ter sido o mandante do crime. Ele foi preso na manhã de hoje (26), 14 anos após o assassinato.

Apesar de negar o crime, ele confessou que mantinha um relacionamento amoroso com a vítima e afirmou: “eu era casado com ela”. Ele também negou ter pago qualquer valor para matar a jovem.

À imprensa, Rogério declarou ainda: “fui condenado, agora eu vou cumprir”.

Maiana Mariano Vilela desapareceu no dia 21 de dezembro de 2011, após descontar um cheque de R$ 500 em uma agência bancária no bairro CPA II.

Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Rogério mandou a adolescente sacar o dinheiro e levá-lo até uma chácara. No local, ela foi rendida e morta por asfixia.

As investigações apontaram que Rogério e Maiana mantinham um relacionamento extraconjugal havia cerca de um ano e estariam vivendo juntos havia cinco meses quando o crime aconteceu.

Ainda de acordo com o MP, ele contratou Paulo Ferreira Martins e Carlos Alexandre da Silva por R$5 mil para executar o assassinato.

Após a morte, o corpo da adolescente foi levado para uma área de mata na região do Coxipó do Ouro, onde foi enterrado em uma cova rasa. Os restos mortais foram encontrados apenas cinco meses depois.

Paulo Ferreira confessou ter asfixiado a jovem e foi condenado a 18 anos e 9 meses de prisão por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, Carlos Alexandre foi condenado a 16 anos por ocultação de cadáver.

Já Rogério foi condenado a 20 anos e 3 meses de prisão também por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Após recurso, a pena dele foi reduzida para 19 anos e 9 meses de prisão, além de 40 dias-multa.

O processo contra ele transitou em julgado no dia 14 de agosto do ano passado, e o mandado de prisão só foi expedido no dia 7 de novembro.