Nesta quinta-feira (28), a Petrobras confirmou um aumento de R$ 0,48 por litro da gasolina A vendida às distribuidoras. Para evitar desgaste político e uma disparada no preço nas bombas, o governo criou uma subvenção econômica que reduz em R$ 0,44 o impacto do reajuste.

O governo federal abriu mão de arrecadação bilionária para aliviar artificialmente os efeitos do novo aumento da gasolina anunciado pela Petrobras, enquanto a estatal mantém sua política de reajustes que beneficia diretamente o mercado e os acionistas.

 

Na prática, o Planalto deixa de arrecadar recursos públicos para bancar parte do aumento promovido pela própria Petrobras. O consumidor até sente menos no bolso no curto prazo, mas a conta acaba recaindo sobre os cofres públicos.

A medida reacende críticas à política de preços da estatal. Enquanto o governo tenta segurar a inflação e preservar a popularidade em pleno ano eleitoral, a Petrobras mantém reajustes alinhados aos interesses do mercado financeiro e à distribuição de dividendos aos acionistas. Para críticos, a situação revela uma contradição: o governo abre mão de receita fiscal para amortecer um aumento autorizado pela empresa da qual ele próprio é o controlador majoritário.

 

Mesmo com o subsídio, a expectativa é de alta nos postos nos próximos dias. A gasolina vendida ao consumidor, composta por gasolina A e etanol anidro, deve subir cerca de R$ 0,03 por litro.