Defesa reconhece troca de amostras, afirma que não houve dano ao paciente.
O Hospital Santa Rosa S.A. reconheceu, em ação que tramita na Justiça, a troca de exames laboratoriais entre pacientes, mas sustenta que o episódio não gerou dano moral e pediu a improcedência total do processo. O caso está em andamento no 1º Juizado Especial Cível de Cuiabá.
Na contestação protocolada no último dia 07, a unidade admite que houve uma falha interna no laboratório, que resultou na troca de amostras de sangue. Segundo o hospital, no entanto, o erro foi identificado a tempo, comunicado ao paciente e corrigido com a retificação dos laudos.
A defesa afirma que o atendimento foi conduzido com “boa-fé” e que o paciente recebeu suporte para esclarecimentos, afastando qualquer alegação de omissão ou negligência.
O hospital também rebate a acusação de falta de retorno por parte da ouvidoria, alegando que houve resposta ao paciente, com pedido de desculpas e reconhecimento do equívoco.
Apesar de admitir a falha, a unidade sustenta que não houve prejuízo concreto à saúde do autor da ação, identificado pelas iniciais D.S.R. De acordo com a defesa, os novos exames corrigiram os resultados sem qualquer impacto clínico.
Diante disso, o hospital classifica o caso como um transtorno pontual, incapaz de gerar indenização por danos morais.
“Ainda que tenha gerado compreensíveis aborrecimentos e angústia, não extrapola situações comuns do cotidiano”, argumenta a defesa nos autos.
Por fim, o Hospital Santa Rosa também contesta o valor de R$ 20 mil pedido pelo autor, classificando a quantia como “exorbitante” diante da ausência de dano efetivo. A unidade defende que, caso haja condenação, o valor deve seguir critérios de razoabilidade e proporcionalidade, evitando enriquecimento sem causa.











