Bruno Castro foi alvo de mandado de busca e apreensão em investigação sobre suposto esquema no TJ
O advogado Bruno Oliveira Castro, alvo da Operação Gemini, deflagrada pela Polícia Federal nesta segunda-feira (8), negou envolvimento em qualquer irregularidade relacionada à sua atuação profissional.

Jamais solicitei, intermediei ou realizei qualquer tratativa ilícita
Bruno está entre os oito investigados que tiveram mandados de busca e apreensão cumpridos no âmbito da operação, que apura um suposto esquema de comercialização de decisões judiciais e lavagem de dinheiro envolvendo o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT).
“Diante da Operação Gemini, deflagrada nesta data, e das notícias que associaram indevidamente meu nome à investigação em curso, venho a público, com serenidade e firmeza, negar de forma categórica a prática de qualquer ato ilícito no exercício da advocacia”, afirmou por meio de nota enviada à imprensa. .
O advogado ressaltou que, antes mesmo do cumprimento das medidas judiciais, colocou-se à disposição do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) para prestar esclarecimentos sobre sua atuação profissional.
“No que se refere aos contatos a mim atribuídos, faz-se necessário esclarecer que estão descontextualizados e não correspondem à realidade dos fatos. Jamais solicitei, intermediei ou realizei qualquer tratativa ilícita”, declarou.
O advogado também afirmou confiar na atuação das instituições e da Justiça para a condução imparcial das investigações.
“Por conseguinte, confio que a apuração, conduzida com imparcialidade, demonstrará exatamente isso, uma vez que sempre exerci a advocacia dentro dos limites da lei, da ética profissional e das prerrogativas da função”, declarou.
A ação da Polícia Federal é um desdobramento da Operação Sisamnes. Segundo o relatório da investigação encaminhado ao CNJ, dados extraídos dos aparelhos dos advogados Roberto Zampieri e Bruno Castro revelaram conversas nas quais é mencionada uma tentativa de obter a concessão de efeito suspensivo em um recurso de apelação que tramitava no TJ-MT.
De acordo com o documento, em 27 de setembro de 2023, Bruno Castro teria solicitado a Roberto Zampieri que intermediasse a concessão da medida judicial, apesar de não atuar formalmente no processo.
Zampieri foi assassinado em dezembro de 2023, em Cuiabá, e as investigações da Sisamnes tiveram início a partir da análise do celular dele.
Além de Bruno Castro, também foram alvos da Gemini, o desembargador afastado do TJ-MT, Dirceu dos Santos, e o deputado estadual Faissal Calil (PL).
Leia a nota na íntegra:
NOTA À IMPRENSA
Diante da Operação “Gemini”, deflagrada nesta data, e das notícias que associaram indevidamente meu nome à investigação em curso, venho a público, com serenidade e firmeza, negar de forma categórica a prática de qualquer ato ilícito no exercício da advocacia.
A propósito, é importante mencionar que, muito antes de qualquer medida judicial, coloquei-me espontaneamente à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos, inclusive perante o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Procuradoria-Geral da República, no interesse da investigação e da verdade.
No que se refere aos contatos a mim atribuídos, faz-se necessário esclarecer que estão descontextualizados e não correspondem à realidade dos fatos. Jamais solicitei, intermediei ou realizei qualquer tratativa ilícita.
Por conseguinte, confio que a apuração, conduzida com imparcialidade, demonstrará exatamente isso, uma vez que sempre exerci a advocacia dentro dos limites da lei, da ética profissional e das prerrogativas da função.
Registro, por fim, minha confiança na Justiça e nas instituições, bem como meu integral respeito ao devido processo legal e à presunção de inocência, certo de que a verdade prevalecerá.
Cuiabá/MT, 08 de junho de 2026.
BRUNO OLIVEIRA CASTRO
OAB/MT 9.237
















