Dois homens em uma motocicleta surpreenderam a vítima e fugiram após os disparos

Douglas da Silva Lara, 19 anos, foi executado a tiros na noite dessa sexta-feira (03.07), no bairro Jardim Padre Paulo, em Cáceres (a 220 km de Cuiabá). A Polícia Civil investiga a hipótese de que o homicídio tenha sido motivado por disputas entre facções criminosas que atuam na região.

De acordo com informações da Polícia Militar, equipes foram acionadas após moradores ouvirem diversos disparos de arma de fogo. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram o jovem caído ao solo, gravemente ferido.

Uma equipe do Corpo de Bombeiros Militar foi chamada para prestar socorro, mas apenas pôde constatar a morte da vítima ainda no local.

Testemunhas relataram que dois homens chegaram em uma motocicleta antiga de cor escura. Um deles vestia camisa preta e o outro, camisa branca. Ao localizar Douglas, os suspeitos efetuaram vários disparos e fugiram em seguida pela rua Begônias.

Logo após o crime, equipes da Polícia Militar realizaram rondas e buscas na região, porém nenhum suspeito foi localizado.

Durante os trabalhos periciais, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) encontrou porções de uma substância análoga à maconha no bolso da calça da vítima. O material foi apreendido e encaminhado para análise.

No local do crime, a irmã de Douglas informou aos policiais que, dias antes do assassinato, uma mulher teria sido vista monitorando os passos do jovem enquanto o filmava com um telefone celular. Segundo ela, a suspeita estava em um veículo prata acompanhada de um homem.

Conforme o relato, ambos teriam ligação com uma facção criminosa rival. A principal linha de investigação aponta que a execução pode ter sido premeditada e motivada por conflitos entre organizações criminosas.

Ainda segundo registros policiais, Douglas possuía antecedentes relacionados ao tráfico de drogas, incluindo ocorrências por cultivo e preparação de entorpecentes.

O caso é investigado pela Polícia Civil, que trabalha para identificar os autores do crime e esclarecer a motivação exata da execução.