Suspeito contratou uma pessoa para clonar o celular da vítima e simular negociações de resgate após o feminicídio.
A delegada Jéssica Assis, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou durante entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (07.05) que Jackson Pinto da Silva, 38 anos, acusado de matar a esposa, Nilza Moura de Souza Antunes, 64 anos, contratou uma pessoa para clonar o celular da vítima e simular um falso sequestro.
Nilza foi encontrada morta na manhã de terça-feira (05), enterrada nos fundos da própria casa, no bairro Parque Cuiabá. Jackson confessou o crime.
Segundo a delegada, responsável pelas investigações de feminicídio, a Polícia Civil constatou que o crime foi premeditado e que o suspeito montou toda uma encenação para tentar afastar suspeitas.
“Ele simulou inclusive um sequestro dessa vítima. Teria contratado alguém para clonar o celular dela e fazer ligações se passando por sequestradores”, afirmou Jéssica Assis.
Conforme a investigação, familiares passaram a receber ligações exigindo inicialmente R$ 30 mil para libertar Nilza. Jackson chegou a realizar um PIX de R$ 500, alegando que o valor seria para receber uma suposta prova de vida da vítima.
No entanto, segundo a delegada, Nilza já estava morta naquele momento.
“A família desconfiou bastante da tranquilidade dele diante de toda a situação. A mulher estaria sequestrada, sendo ameaçada de morte, e ele estava muito tranquilo”, declarou.
A Polícia Civil investiga agora quem são os possíveis coautores e partícipes do crime. Quatro celulares e um notebook foram apreendidos e passarão por perícia.
Os investigadores também analisam imagens de câmeras de segurança próximas à residência da vítima para identificar se outras pessoas participaram diretamente da execução do feminicídio ou apenas auxiliaram na farsa do falso sequestro.
Além da simulação, a polícia confirmou que Jackson transferiu cerca de R$ 18 mil da conta bancária de Nilza para a própria conta no dia em que ela desapareceu.
A Polícia Civil continua investigando o caso.











