Mais de 400 famílias podem ser despejadas após decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT)
presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), saiu em defesa das mais de 400 famílias que moram nos condomínios Villas das Minas e Villas Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá, que correm o risco de serem despejadas de seus apartamentos após decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que concedeu a posse dos empreendimentos à empresa Trunk Gestão Empresarial Ltda., após leilão judicial.
À imprensa, o parlamentar disse hoje (15) que a ALMT vai atuar como amicus curiae, ou seja, interventora no processo judicial em prol dos moradores, para evitar um possível caos social caso ocorra o despejo.
“Me chocou bastante e me preocupa bastante aquele caso ali. A Assembleia já entrou como amicus curiae na ação, nossa procuradoria já entrou. A Assembleia vai estar ao lado dos moradores, porque aquilo ali caminha para um caos social”, disse o deputado.
“Nós pegarmos 500, 600 famílias e colocarmos na rua, tirarmos das suas casas pessoas que estão morando lá há 20 anos, 25 anos, 30 anos, não podemos deixar isso acontecer”, acrescentou.
A situação decorre de um processo de falência da empresa Trese Construtora e Incorporadora Ltda., que se arrasta há mais de 20 anos na Justiça. A Trunk Gestão Empresarial adquiriu os condomínios no leilão, passando a ter direito de assumir definitivamente os imóveis.
Ocorre que, antes da falência da Trese, muitas famílias adquiriram os imóveis e moram no local há quase 30 anos. Agora, a Trunk propõe o pagamento de valores que chegam a R$ 170 mil por apartamento para que os moradores não sejam despejados.
O RepórterMT esteve no local e conversou com alguns moradores, que disseram não ter condições de pagar o valor proposto.
Para evitar o despejo, o deputado Max Russi informou que a Assembleia Legislativa está buscando alternativas e cobrou sensibilidade do Poder Judiciário.
“Eu acho que tem que ter a sensibilidade do Poder Judiciário. Não estou questionando decisão, até porque decisão a gente não questiona, a gente cumpre, mas nós vamos procurar a Câmara de Conciliação do Tribunal de Justiça, vamos fazer as tratativas junto com os moradores. A Assembleia vai estar defendendo os moradores, porque me preocupa bastante. Me preocupa bastante uma decisão que pode mandar, de uma hora pra outra, um oficial de Justiça entrar dentro de uma casa aonde mora uma mãe, duas, três, quatro crianças e não ter onde colocar essa família. Não podemos aceitar isso”, afirmou.











