A comercialização do milho em Mato Grosso avançou em abril, mas a aproximação da colheita e a queda do dólar pressionaram os preços do cereal no Estado. Os dados constam em boletim divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Segundo o levantamento, as vendas da safra 2024/25 atingiram 99,88% da produção até o fim de abril, avanço mensal de 0,89 ponto percentual. O ritmo mais lento das negociações, conforme o instituto, está ligado à menor disponibilidade do cereal e aos preços mais baixos no mercado. O valor médio do milho recuou 6,12% no mês e fechou em R$ 42,48 por saca.

Já a comercialização da safra 2025/26 alcançou 47,30% da produção projetada, avanço de 7,26 pontos percentuais em relação ao mês anterior. O índice ficou 6,76 pontos acima do registrado no mesmo período do ano passado.

De acordo com o Imea, o desempenho mostra uma estratégia de antecipação das negociações por parte do mercado, buscando melhores oportunidades antes da entrada mais intensa da nova safra. Mesmo assim, o preço médio do cereal apresentou queda mensal de 2,54%, encerrando abril em R$ 43,52 por saca.

As negociações da safra 2026/27 chegaram a 2,75% da produção estimada, com atraso anual de 1,10 ponto percentual. O cenário é influenciado pelas incertezas climáticas e pelos custos mais elevados de produção. O preço médio da safra futura ficou em R$ 45,68 por saca.

Exportações

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam que o Brasil exportou 470,92 mil toneladas de milho em abril deste ano, volume 165,63% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

O Rio Grande do Sul liderou os embarques nacionais, com 302,41 mil toneladas, o equivalente a 64,22% do total exportado pelo país. Somados, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina responderam por 83,95% das exportações brasileiras no período.

Segundo o Imea, o avanço é resultado da maior disponibilidade de milho na região Sul, favorecida pela colheita da primeira safra.

Mato Grosso exportou 39,38 mil toneladas em abril, volume 40,80% menor que o registrado no mesmo mês do ano passado. O instituto atribui a queda à menor oferta do cereal durante a entressafra no Estado e ao aumento da destinação do milho ao mercado interno.