O clima de tensão se transformou em violência física durante a sessão da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) hoje (26) em Brasília.

O tumulto teve início após o colegiado autorizar a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A decisão, atende requerimento do relator Alfredo Gaspar (União Brasil-AL). Congressistas aliados a Lula avançaram em direção à mesa diretora, com gritos, insultos e empurrões. A situação fora de controle forçou a interrupção dos trabalhos por cerca de 15 minutos.

 

A CPMI investiga a suspeita de que Lulinha recebia repasses mensais de aproximadamente R$ 300 mil. O suposto esquema envolveria Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Em resposta à derrota no colegiado, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) anunciou que acionará o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O objetivo é tentar anular a votação, alegando irregularidades no processo de contagem dos votos que autorizou a devassa nas contas do filho do presidente.