Ação em bar de Várzea Grande reforça que reclamações sobre som alto e ocupação irregular de calçadas não são casos isolados
A operação que interditou um evento no Avião Pub Bar e autuou o proprietário por irregularidades, na noite desta sexta-feira (29.05), mostra uma realidade conhecida pelos moradores de Várzea Grande. Quando o poder público fiscaliza, as irregularidades aparecem. A pergunta que fica é porque ações como essa não são permanentes.
Em diversos pontos da cidade, especialmente na avenida Arthur Bernardes, reclamações sobre som alto, calçadas obstruídas e ocupação irregular de espaços públicos são frequentes. Se uma única operação encontrou tantas irregularidades, quantas outras continuam ocorrendo longe dos holofotes da fiscalização?
Em diversas regiões de Várzea Grande, especialmente na avenida Arthur Bernardes e nas principais avenidas do Cristo Rei, moradores convivem diariamente com o desrespeito de alguns estabelecimentos comerciais. Som alto até altas horas da noite, calçadas tomadas por mesas, cadeiras e veículos, dificultando a passagem de pedestres, idosos, cadeirantes e mães com carrinhos de bebê. Quem deveria usufruir do espaço público acaba expulso dele.
O problema vai além da poluição sonora. Há uma sensação de terra sem lei, alimentada pela falta de fiscalização contínua. Não faltam denúncias de bares funcionando em desacordo com regras urbanísticas e até estabelecimentos próximos a escolas gerando preocupação entre moradores.
A operação dessa sexta-feira mostrou que é possível agir. O que a população espera agora é que as fiscalizações deixem de acontecer apenas após denúncias ou grandes reclamações e passem a fazer parte da rotina do município. Porque o direito ao lazer de alguns não pode atropelar o direito ao descanso, à segurança e à livre circulação de centenas de famílias.














