A ex-primeira-dama e pré-candidata à Câmara Federal, Virgínia Mendes (União), evitou tomar partido na crise interna do bolsonarismo nacional envolvendo o senador e pré-candidato a presidente da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que o acusou de machismo por ‘humilhá-la’.

 

Questionada sobre o assunto, tendo em vista que Virginia já havia declarado apoio a Flávio Bolsonaro, ela afirmou que não acompanhou as declarações e que o assunto seria ‘familiar’.

 

“Não consegui até agora ainda parar para ver a fala dela nem a fala dele. Então, não posso falar sobre alguma coisa em relação a isso, porque eu não acompanhei. Mas eu conheci a Michelle quando era primeira-dama do Brasil e quando eu era primeira-dama do Estado também. Ela é uma pessoa maravilhosa, uma pessoa religiosa, uma pessoa de Deus. E eu acho que ela deve ter seus motivos, mas também não posso nem acusar um nem outro. Eu não posso interferir em alguma coisa de família. Eu acho que tem que ser entre eles mesmos”, disse em coletiva à imprensa.

Ao evitar se posicionar, Virgínia mantém cautela, já que ela já havia declarado apoio a Flávio Bolsonaro em suas redes sociais, durante a Norte Show deste ano.

 

“Flávio Bolsonaro é o meu candidato a presidente. Minha camiseta sempre será verde e amarela. Tenho muito orgulho de ser brasileira! Flávio esteve aqui em Sinop, prestigiando a Norte Show, uma das maiores feiras do agronegócio do país. Sua vinda mostrou a força da nossa política e a importância de Mato Grosso no cenário nacional. Que honra vê-lo reconhecer a pujança do nosso agro, que é orgulho do brasileiro e um patrimônio nacional. Mato Grosso agradece sua visita, Flávio. Que possamos construir juntos um futuro ainda mais próspero para o nosso estado e para o Brasil”, escreveu na época.

 

A crise no bolsonarismo se iniciou no último dia 24 de junho, quando Michelle publicou um vídeo em forma de desabafo, revelando que Flávio Bolsonaro foi ríspido ao telefone e tentou tirá-la das decisões partidárias sobre o palanque do Ceará, alegando que ela “havia chegado ontem e não entendia nada de política”. Flávio Bolsonaro negou que a tenha maltratado.

 

Porém, após a repercussão do vídeo, gravou um novo posicionamento pedindo desculpas. Michelle Bolsonaro deixou a presidência do PL Mulher por conta do embate.

Fonte : GD