O deputado estadual Júlio Campos admitiu publicamente a inevitabilidade de um racha interno no União Brasil em Mato Grosso. A divisão ocorre devido ao impasse entre lançar o senador Jayme Campos (irmão de Júlio) ao Governo do Estado ou apoiar a reeleição do atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Para conter os danos e evitar uma crise jurídica ou punições partidárias, Júlio Campos sugeriu adotar uma postura pragmática. Veja os principais pontos destacados pelo parlamentar:
Liberação de Dissidentes
  • Sem punições: Júlio defendeu que o partido dê “carta branca” e libere oficialmente os filiados que optarem por não seguir a decisão majoritária da sigla.
  • Apoio livre a Pivetta: Caso a candidatura de Jayme Campos seja homologada, os membros que preferirem caminhar com Otaviano Pivetta não sofrerão sanções.
  • Situação de Mauro Mendes: O deputado ressaltou que o ex-governador e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (presidente estadual da sigla), já tem assegurada a liberdade para apoiar Pivetta, seu aliado histórico.
Força Interna e Convenção Partidária
  • Ampla maioria: Segundo os cálculos de Júlio, o grupo favorável à candidatura própria de Jayme Campos detém a maioria absoluta dos convencionais (cerca de 35 a 37 dos 50 a 52 votantes). 
  • Votação secreta: A definição oficial ocorrerá em votação secreta na convenção estadual do partido, que foi antecipada para o dia 30 de julho após um acordo direto entre Mauro Mendes e Jayme Campos.
  • Apelo proporcional: Júlio reforçou que um palanque majoritário próprio é vital para que as chapas de deputados estaduais e federais consigam manter ou ampliar o tamanho das bancadas legislativas.
Apesar do tom firme adotado nas semanas anteriores, Júlio Campos também indicou que não descarta um alinhamento futuro com o grupo de Pivetta em um eventual segundo turno para evitar o fortalecimento de adversários comuns.