A prefeita de Várzea Grande, Flávia Petersen Moretti (PL), negou que os recursos destinados pelo Governo do Estado ao município estejam condicionados a um eventual apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Mesmo sem confirmar apoio ao pré-candidato do seu partido, senador Wellington Fagundes (PL), a gestora afirmou que sua prioridade é buscar investimentos para a população, independentemente de alinhamentos partidários.

Segundo Moretti, sua função como prefeita exige diálogo com todas as esferas de governo para garantir recursos ao município. “Sou prefeita do PL que pega dinheiro com o Governo do Estado e sou prefeita do PL que pega dinheiro do Governo Federal, que é PT. A gente está numa caminhada, onde o recurso público é do povo, que pagou o tributo, pagou os impostos. Nesse sentido, os impostos têm que voltar”.

A prefeita pontuou que não vê problema em solicitar investimentos tanto ao Estado quanto à União, desde que os recursos sejam revertidos em melhorias para a população de Várzea Grande. “Peço, sim, pelo meu povo de Várzea Grande. É recurso público para aplicar naquilo que a população necessita, independente do partido, de eleições. Eu sou gestora pública, tenho que pedir e, se vier, agradecer.”

As declarações foram dadas durante o anúncio de novos investimentos do Governo do Estado para o município, realizado nesta sexta-feira (3). Flávia explicou que os recursos são resultado de um trabalho técnico desenvolvido pela prefeitura, que elaborou projetos e apresentou as demandas consideradas prioritárias ao Executivo estadual.

“A gente sabe que não dá tudo que precisamos, mas ele entregou o que a gente acha que é a prioridade para o município: o recapeamento, asfalto, saúde e o tão sonhado Mercado Municipal.”

A prefeita também afirmou que, desde o início de sua administração, Várzea Grande vem recebendo apoio do Governo do Estado e de parlamentares por meio de convênios, transferências voluntárias e emendas.

“Várzea Grande é assim, precisa desse socorro. Em 2025, quando cheguei, pouca gente acreditava no município. A instabilidade de toda hora, que falavam que eu estava saindo da gestão, pouca gente acreditou em Várzea Grande. Hoje, acreditam que podem e devem me ajudar”, frisou.