O presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Várzea Grande, Rogério de França Martins, disse que espera que os primeiros contratos emergenciais da força-tarefa para reestruturação do serviço de saneamento básico da cidade sejam finalizados até a próxima quinta-feira (30). Com isso, as aquisições de equipamentos e a execução das obras necessárias poderão finalmente sair do papel.
“Nós estamos fazendo o levantamento para a contratação de novos reservatórios, novas bombas, novos equipamentos e as empresas para execução de adutoras, outras para ter uma equipe para sanar as perdas, que são os vazamentos na cidade”, explicou o presidente.
“Acredito que até quinta ou sexta-feira a gente já tenha em mãos os contratos assinados. É só uma questão burocrática mesmo”, acrescentou.
Chamada de “Aliança pela Água”, a ação é integrada pelo Governo do Estado, que vai investir recursos próprios no DAE, pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). O plano é solucionar o problema de falta de água na cidade no período de um ano, por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado pelos poderes envolvidos.
Pelo acordo, esses contratos são realizados de forma emergencial, mediante o acompanhamento do comitê gestor, que é composto por representantes das instituições envolvidas, e executados pelos técnicos do Governo do Estado.
“Nós já temos alguns pontos prioritários que a gente sabe que já vai dar um retorno. Hoje, em relação à nossa cidade de Várzea Grande, existem coisas pontuais. Existem bairros que não têm rede, por exemplo, nós vamos lá e fazemos a implantação de rede. Outros bairros estão com dificuldade de abastecimento devido à ETA do Cristo Rei. A nossa dificuldade hoje com o abastecimento do Cristo Rei é porque a ETA não está produzindo o que ela tem que produzir”, explicou.
Conforme o presidente, a ETA do bairro Cristo Rei só consegue realizar o tratamento de 30% da sua capacidade e ainda precisa do “reforço” da ETA da Ulisses Pompeu de Campos, a mais importante da cidade. Além disso, há outros pontos que demandam melhorias, que foram identificados e serão reparados ao longo do período do TAC.
“Esse é o nosso planejamento em cima do conjunto que foi construído, da união pela água. Isso é o prazo que nós temos dentro do processo, do acordo entre Tribunal de Contas, Ministério Público, Governo do Estado, DAE e Prefeitura”, acrescentou.















