Presidente da Câmara defende limite de 5% para remanejamentos orçamentários

O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), criticou a gestão da prefeita Flávia Moretti (PL) ao afirmar que o município dispõe de recursos suficientes para enfrentar os principais problemas da cidade. Durante entrevista nesta quarta-feira (10.06), o parlamentar declarou que a autorização de 5% para remanejamento orçamentário representa cerca de R$ 100 milhões e disparou: “É muito dinheiro para quem não está fazendo nada”.

A declaração ocorreu ao comentar o debate entre Executivo e Legislativo sobre o percentual de remanejamento do orçamento municipal. Segundo Wanderley, a Câmara está exercendo sua prerrogativa constitucional ao fiscalizar os gastos públicos e não impedirá novos remanejamentos caso a Prefeitura comprove a necessidade.

“Cinco por cento não é pouco. O orçamento deste ano é de R$ 2 bilhões e 37 milhões. R$ 100 milhões não é pouco. É muito dinheiro para quem não está fazendo nada. Não é uma decisão definitiva. Se ela solicitar mais, a Câmara vai analisar”, afirmou.

O presidente da Casa destacou que o orçamento de Várzea Grande cresceu em relação ao ano passado, quando o município teria trabalhado com cerca de R$ 1,7 bilhão. Ainda conforme ele, a gestão municipal teve autorização para remanejar 25% do orçamento em 2025, o equivalente a aproximadamente R$ 500 milhões.

Ao questionar a aplicação desses recursos, Wanderley citou problemas enfrentados pela população em áreas consideradas essenciais.

“O que a Câmara quer fazer é fiscalizar, saber para onde está indo o dinheiro. Porque o que não pode é ter pronto-socorro fechando portas com R$ 2 bilhões e 37 milhões de orçamento. Você vê a cidade toda esburacada, até hoje não gastou R$ 2 milhões com tapa-buracos. É uma situação complicada”, declarou.

O presidente do Legislativo também afirmou que a Câmara tem intensificado a fiscalização sobre atos da administração municipal. Entre os temas citados por ele estão pedidos de informações sobre a origem de valores que teriam sido encontrados com o marido da prefeita e o cumprimento de recomendação do Ministério Público relacionada ao secretário de Governo Silvio Fidelis.